Polícia

Falsos advogados presos inventavam leucemia em criança para aplicar golpes

As investigações buscam esclarecer o papel de cada um no grupo - Reprodução/MPES
Grupo pedia doações para suposta criança com leucemia  |   Bnews - Divulgação As investigações buscam esclarecer o papel de cada um no grupo - Reprodução/MPES


Um grupo com quatro pessoas, suspeitas de aplicar golpes fingindo serem advogados, foi preso na manhã desta sexta-feira (11). Os investigados criavam perfis falsos com o nome e fotos de advogados para se aproximar de clientes e solicitar pagamento de taxas de processos reais. Em um dos casos, eles usaram a imagem do filho de um advogado e disseram que ele tinha leucemia.

A prisão ocorreu durante a Operação 'Bacharéis do Crime' do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). Três mandados de prisão foram cumpridos na Serra, enquanto o quarto integrante do grupo foi localizado em uma unidade prisional da Grande Vitória. 

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Buscas por celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar na investigação estão sendo feitas. O objetivo é descrever com precisão a atuação de cada investigado e entender se há outras pessoas envolvidas. 

Segundo o MPES, os golpistas usaram fotos do filho de um advogado, atribuindo leucemia à criança. Para enganar, eles mostravam que precisavam de doações para tratamento médico. Contudo, o advogado real desmentiu e afirmou que o filho nunca teve a doença. 

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Esquema

As investigações revelaram que as abordagens com as vítimas eram feitas principalmente pelo WhatsApp. Nas mensagens, os suspeitos diziam ser advogados ou funcionários de escritórios e informavam sobre vencimento de ação judicial ou dinheiro disponível para recebimento. 

Logo depois, o grupo cobrava supostas taxas, custas processuais ou despesas administrativas, geralmente por meio de transferências via pix. Para pressionar as vítimas, eles alimentavam um senso de urgência, fazendo com que acreditassem que precisavam fazer os pagamentos depressa. 

Foram identificadas 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e várias chaves Pix atreladas aos acusados. A investigação também afirma que eles mantinham vínculos familiares e afetivos e compartilhavam linhas de telefone e contas bancárias usadas nos crimes.  

Vítimas

O MPES ressaltou que, além dos seus clientes, os advogados reais que tiveram seus dados usados pelo grupo também são vítimas.

O caso segue sob sigilo judicial para evitar interferências nas investigações. De acordo com o MPES, o grupo é considerado suspeito de realizar estelionatos e outros crimes contra o patrimônio.

A ação teve participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Norte (GAECO-Norte), junto com a Promotoria de Justiça Criminal de Linhares e com apoio da Assessoria Militar do MPES.

Classificação Indicativa: Livre

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