Polícia
por Cibele Gentil
Publicado em 22/04/2026, às 08h49
Uma mulher foi presa nesta terça-feira (22) por injúria racial, em Salvador. A idosa branca, de 74 anos, foi detida após se dirigir a um policial militar, um homem negro, dizendo que era superior a ele por causa da sua raça.
O caso aconteceu no Largo de Santana, localizado no bairro do Rio Vermelho, um dos principais pontos boêmios da capital baiana. A mulher que proferiu a ofensa não teve o nome divulgado pelas autoridades.
Segundo alguns relatos iniciais, a idosa mora em Brasília e está em Salvador a passeio. Ela teria se aproximado dos agentes e para perguntar o motivo de eles estarem no local, armados com fuzis.
Os policiais, então, teriam dado o esclarecimento solicitado, informando que estavam realizando rondas na região. Ao receber a explicação, a mulher cometeu o crime, dizendo ser superior a ele por conta da sua raça.
Depois do ocorrido, a idosa foi encaminhada à 1ª Delegacia Territorial (DT) da Polícia Civil, localizada no Complexo Policial dos Barris. Ainda conforme os relatos, ao chegar ao local, ela teria solicitado que fosse solta. A mulher teria afirmado não ser racista e declarado que seu “avô até era negro”.
Por conta da sua idade, a mulher foi transferida para a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), localizada no bairro do Engenho Velho de Brotas, onde está custodiada. Ela deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22).
Injúria racial
A injúria racial é considerada uma ofensa e atinge não apenas o indivíduo, mas todo um grupo social, reforçando estigmas históricos. A injúria racial no Brasil foi equiparada ao crime de racismo pela Lei 14.532/2023, tornando-se inafiançável e imprescritível. O crime consiste em ofender a dignidade de alguém usando elementos de raça, cor, etnia ou origem. A pena de reclusão pode ser de 2 a 5 anos.
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