Polícia

Fundador da facção MK é suspeito em morte de músico do Afrocidade e já teve status de "mais procurado da Bahia"

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Meiquinho é apontado como fundador e principal liderança do grupo criminoso MK  |   Bnews - Divulgação Divulgação | SSP-BA e Divulgação
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 12/04/2025, às 14h15 - Atualizado às 14h49



João Ivan Oliveira Rodrigues, 32 anos, conhecido como "Meiquinho", preso nesta sexta-feira (11), durante operação em Campina Grande, na Paraíba, possui uma extensa ficha criminal na polícia. Ele integrava a carta 'Valete de Espadas', do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). 

Meiquinho é apontado como fundador e principal liderança do grupo criminoso MK, que atua no tráfico de drogas e está ligado a diversos homicídios em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo a SSP, o traficante mantinha uma rotina discreta, longe da Bahia, porém cercado de conforto e ostentação.

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A primeira vez em que ele foi incluído na ferramenta de procura de criminosos foi em 21 de maio de 2020, quando foi colocado na carta do 'Ás de Ouro'. Na ocasião, ele estava foragido desde o dia 7 de maio. Ele foi preso poucas semanas depois da inclusão, no dia 4 de junho.

Quando foi preso em 2020, Meiquinho ocupava o status de "mais procurado da Bahia". Entre 2012 e 2018, o traficante ficou custodiado na Cadeia Pública, em Salvador, pelos crimes de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele era suspeito de envolvimento em mais de 20 mortes no estado.

O indivíduo ainda é investigado como um possível mandante no assassinato do guitarrista Flávio de Oliveira da Silva, conhecido como 'Fal Silva', da banda Afrocidade, no dia 25 de maio de 2024. Na ocasião, o músico foi espancado e morto por membros da facção MK, na cidade de Camaçari. Investigações da polícia apontaram que uma dívida por droga teria motivado o crime.

De acordo com publicação do Correio, Meiquinho vivia com identidade falsa na cidade de Campina Grande. A facção fundada por ele tinha a prática de realizar sequestros, tortura e execuções para espalhar medo e mostrar 'força'.

A prisão foi resultado de uma operação interestadual realizada pela 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari, com o apoio da Polícia Civil da Paraíba. João Ivan foi encaminhado para os procedimentos legais e está à disposição da Justiça.

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