Polícia

Funkeiro é preso no Nordeste por envolvimento com Comando Vermelho

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Um cantor de funk e um artista carioca foram detidos em operação por envolvimento com Comando Vermelho  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PCCE
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 24/05/2025, às 14h55 - Atualizado às 14h56



Um cantor de funk de 31 anos, que não teve sua identidade revelada, foi detido ao desembarcar em Fortaleza por equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil do Ceará (PCCE), na manhã de sexta-feira (23).

O vocalista, inclusive, cumpria agenda e estava com shows marcados na Capital cearense e no município de Acaraú. Além dele, um outro artista carioca, identificado como Carlos Eduardo de Almeida Pires, conhecido como MC Dick, foi preso, no estado do Rio de Janeiro.

Ambos são suspeitos de envolvimento com a facção Comando Vermelho (CV), e foram presos no âmbito da Operação Nocaute II — conduzida pelas Polícias Civis local e do Ceará. Contra os dois MCs, já haviam mandados de prisão preventiva em aberto por integrar organização criminosa.

A Operação Nocaute II está em sua segunda fase e tem como alvos suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho e de delitos como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) — que abrange homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

A ação segue sendo executada no território fluminense e nas cidades cearenses de Fortaleza e de Itarema. De acordo com a Polícia Civil, na ocasião, 20 mandados foram cumpridos. Dos 20 alvos localizados, seis pessoas já se encontravam em unidades prisionais. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Os cantores de funk estão entre eles. 

Além das capturas, 12 quilos de drogas, facas, dinheiro, veículos e aparelhos celulares também foram apreendidos. As autoridades ainda solicitaram o bloqueio de até R$ 22 milhões das contas dos investigados.

Em abril deste ano, a primeira fase da Operação Nocaute resultou na prisão de 10 membros das facções CV e GDE em Fortaleza e em Maracanaú. Entre eles, haviam três mulheres, que, segundo os investigadores, auxiliavam os maridos no tráfico de drogas.

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