Polícia

Grupo que sonegou R$ 65 milhões em supermercados na Bahia causou imenso prejuízo aos cofres públicos, diz promotor

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Grupo que atuava em Ilhéus e Itabuna desde 2009 causou prejuízo de R$ 65 milhões aos cofres públicos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/MP-BA
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 27/05/2025, às 11h39



O promotor de Justiça de Itabuna Inocêncio de Carvalho enfatizou que o grupo que sonegou R$ 65 milhões em impostos (ICMS) atuando nas cidades de Itabuna e Ilhéus, no Sul da Bahia desde 2009 causou um "imenso prejuízo" aos cofres públicos.

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A declaração do promotor foi dada em entrevista coletiva nesta terça-feira (27), logo após a Operação Galardão que foi deflagrada nesta manhã, onde nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

"Esse grupo já vem sendo investigado há um ano e meio, nesse período tivemos quebra de sigilo bancário e sigilo fiscal. Hoje se deflagrou a operação com a pretensão de acresentar provas ao procedimento, provas apreendidas como computadores e telefones dos alvos principais. É uma fraude de R$ 65 milhões de imposto sonegado e a operação inciou-se hoje e certamente teremos desdobramentos", iniciou.

"Causou um prejuízo imenso, é preciso de campanhas educativas. Sonegar é crime grave com dano coletivo, compromete ao orçamento feito anualmente. Crime de sonegação se aproxima muito de apropriação indébita. prejuízo coletivo imensurável", explicou.

Além dos nove mandados, cinco pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas foram alvos da investigação, duas tornozoleiras eletrônicas foram colocadas em empresários e 68 servidores estão envolvidos na prática fraudulenta.

O ESQUEMA

Pessoas jurídicas envolvidas no esquema encerravam empresas do ramo de supermercados e abriam novos comércios nos mesmos imóveis, acumulando sucessões fraudulentas. Quando novos negócios não eram erguidos, os estabelecimentos passavam por breves reformas. O processo era construído por pesssoas laranjas e familiaraes que não tinham capacidade econômica de erguer estes negócios.

Ao todo, foram cinco supermercados, sendo quatro em Itabuna autuados e um em Ilhéus, ambos com fortes indícios de pertencerem ao mesmo grupo. Segundo as autoridades, o modos perandi era dificultar a fiscalização tributária

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