Polícia

Guarda municipal mata entregador de aplicativo durante abordagem

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Agente alegou disparo acidental ao desembarcar de viatura; subinspetor pagou fiança de dois mil reais e responderá em liberdade  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 11/04/2026, às 15h55



Um entregador de aplicativo de 39 anos, identificado como Douglas Renato Scheeffer Zwarg, morreu após ser baleado por um subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na noite desta sexta-feira (10). O episódio ocorreu por volta das 19h na Zona Sul de São Paulo, nas proximidades do Parque Ibirapuera.

A vítima, que transportava pizzas e esfihas em uma bicicleta elétrica no momento da abordagem, morreu no local antes mesmo de receber socorro médico. De acordo com as investigações preliminares, a guarnição da GCM realizava patrulhamento na região para apurar relatos de furtos quando decidiu abordar Douglas.

O entregador utilizava fones de ouvido e, durante a aproximação da viatura, acabou colidindo contra o veículo e caindo. O subinspetor Reginaldo Alves Feitosa afirmou que o disparo aconteceu de forma acidental no momento em que ele descia da viatura para realizar a abordagem. O agente declarou acreditar, inicialmente, que o tiro havia atingido um barranco.

Investigação e histórico do agente

O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado responsável pela ocorrência avaliou que houve imprudência e imperícia no manuseio da arma de fogo em uma situação de estresse.

Por se tratar de um crime com pena máxima inferior a quatro anos, foi arbitrada uma fiança de 2 mil reais, que foi paga pelo subinspetor, permitindo que ele responda ao processo em liberdade. A arma do guarda, a bicicleta e a mochila de entregas foram apreendidas para perícia.

O histórico do subinspetor Reginaldo Alves Feitosa revela envolvimentos em ocorrências anteriores. Em 2003, o agente chegou a ser indiciado por tentativa de homicídio, em um processo que acabou arquivado posteriormente.

Além disso, em 2009, ele foi alvo de investigações por abuso de autoridade, discriminação contra pessoa idosa e constrangimento ilegal. Todos os inquéritos anteriores foram arquivados.

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