Polícia
por Matheus Simoni
Publicado em 05/01/2025, às 10h11 - Atualizado às 10h32
A cliente de uma unidade da loja Petz, localizada no bairro do Imbuí, em Salvador, acusada de racismo contra uma funcionária, foi afastada das funções que exercia em um hospital da capital baiana neste domingo (5). O caso aconteceu no sábado (4) e foi registrado por pessoas que estavam no local. Uma testemunha que acompanhou a confusão flagrou o momento em que a suspeita chamou a gerente da loja de "petista, baixa e preta".
Em nota enviada o BNews, a Rede Mater Dei disse ter tomado conhecimento, através de vídeos veiculados em mídia social, do episódio envolvendo uma de suas colaboradoras e que ela está afastada das atividades que exerce no hospital. "A Rede Mater Dei não compactua e repudia veementemente qualquer ato de discriminação, racismo, etarismo, homofobia, bullying ou qualquer forma de preconceito que viole os direitos humanos e desrespeite as diferenças", disse a empresa. A identidade da mulher não foi revelada.
"Ao longo de sua história, a Rede MaterDei de Saúde sempre manteve e continuará a manter uma postura firme e inegociável contra todas as formas de discriminação e preconceito. O episódio ocorreu fora das instalações do hospital, ainda assim será instaurada uma sindicância interna para apuração dos fatos e definição das medidas a serem tomadas. De imediato, enquanto a sindicância acontece, e até a definição final, a colaboradora em questão estará afastada das suas funções", acrescentou.
O caso foi registrado na 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio. De acordo com a polícia, a vítima prestou queixa por injúria racial, lesão corporal culposa e ameaça. Segundo o registro, a gerente do estabelecimento, juntamente com duas funcionárias, reafirmam o conteúdo das imagens.
Já a cliente alegou que foi xingada e agredida fisicamente por diversos funcionários e dois seguranças da referida loja, além de ser filmada sem autorização. "Diligências e oitivas estão sendo realizadas para apurar todas as circunstâncias do caso", declarou a Polícia Civil.
Nas imagens, a mulher aparece gritando com a funcionária da loja e chega a se identificar como juíza. No entanto, de acordo com a Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), a cliente acusada de arcismo não integra os quadros da Magistratura baiana. "A AMAB reitera que tanto a entidade quanto o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) repudiam veementemente qualquer prática de racismo, conduta inadmissível e configurada como crime, passível de punição nos termos da legislação brasileira", declarou o presidente da associação, desembargador Julio Travessa.
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