Polícia

Influenciadora presa por tráfico de drogas em Salvador tinha cerca de 30 pés de maconha em casa

Reprodução/Instagram
Melissa Said foi presa nesta quinta-feira na casa de uma amiga no bairro de Itapuã  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 23/10/2025, às 20h02



A influenciadora Melissa Said, que foi presa pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23) no bairro de Itapuã, em Salvador, está sendo investigada por associação para o tráfico e tráfico interestadual de drogas.  

De acordo com diretor Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Hernandes Jr, Said é o elo para a venda de drogas entre a Bahia e São Paulo onde duas pessoas também foram presas.

"Ela atuava como uma fornecedora. Era o elo daqui entre o Estado de São Paulo. Duas pessoas foram presas em São Paulo, na capital, e uma em Araçatuba. Então, acreditamos que ela seja o elo de ligação entre essas pessoas", disse o diretor do Denarc sobre a participação de Melissa no esquema.

Uma fonte policial contou ao BNews que durante as diligências para cumprir os mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Erva Afetiva foram encontrados cerca de 30 pés de maconha, além de outras drogas na casa da investigada o que difere da versão apresentada pela influenciadora de ser uma simples consumidora.

As investigações, iniciadas em 2024, apontam que a mulher utilizava suas redes sociais não apenas para fazer apologia ao uso de entorpecentes, mas também como canal de comercialização de maconha, com fornecedores identificados na Bahia e em São Paulo. Em uma ação de autopromoção, chegou a distribuir kits natalinos com cigarros de maconha nas ruas de Salvador.

Antes dela, outros três indivíduos já haviam sido localizados e presos na quarta-feira (22). Os detidos foram Eduardo Vitor, Erick Oliveira e Gabriel Ferrari Sousa. Eles são apontados como integrantes do grupo criminoso que seria chefiado por Melissa. Na Bahia, as ações aconteceram em Salvador e na cidade de Lauro de Freitas.

A atuação da investigada nas redes sociais, onde acumulava milhares de seguidores, servia como fachada para a promoção de uma imagem ligada ao uso recreativo de entorpecentes. De acordo com os investigadores, essa exposição pública ajudava a naturalizar o consumo de drogas e atrair potenciais compradores, além de dificultar a identificação da atividade ilícita.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam 1,4 kg de maconha tipo “skank”, 270 gramas de haxixe, porções de maconha comum, balanças de precisão, embalagens plásticas, celulares, cartões e dois veículos com indícios de uso na atividade criminosa.

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