Polícia

Integrante do CV vai a júri popular por fuzilar rival do PCC em supermercado

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Segundo a polícia, o crime foi motivado pela disputa do tráfico de drogas entre CV e PCC  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/02/2026, às 07h20



Um assassinato atribuído à disputa pelo tráfico de drogas entre duas das principais facções criminosas do país terá um novo desdobramento na Justiça. João Paulo Aparecido de Sá Gomes, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro, será levado a júri popular acusado de matar o rival Cristiano Rodrigues da Conceição, conhecido como "Irmão Cigano", do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Rio Claro, no interior de São Paulo.

De acordo com informações do UOL, a vítima foi morta a tiros de fuzil calibre 5.56 e de pistolas .380 e .40 no dia 30 de dezembro de 2024.

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"Irmão Cigano" estava em um supermercado no bairro Jardim Progresso quando foi interceptado por três homens que chegaram em um Toyota Corolla. Um dos suspeitos foi flagrado por câmeras de segurança usando capuz e portando um fuzil. Testemunhas conseguiram reconhecê-lo como João Paulo, que acabou preso em maio de 2025.

O réu negou participação no crime e afirmou que estava em casa, no Rio de Janeiro, no dia do assassinato. No entanto, a Polícia Civil apurou que, um dia antes, ele viajou de ônibus até Campinas e, de lá, seguiu para um condomínio em Ipeúna, na zona rural de Rio Claro.

Segundo as investigações, no dia seguinte ele e dois comparsas foram até o supermercado onde a vítima estava e efetuaram os disparos. Cristiano ainda tentou se refugiar dentro do estabelecimento, mas foi perseguido e executado.

Os policiais também identificaram que o celular de João Paulo estava na cena do crime, a partir do registro em antenas de telefonia próximas ao local.

Após a execução, os suspeitos fugiram em direção ao bairro Assistência, onde incendiaram o veículo utilizado na ação para tentar eliminar provas. No local, porém, foram encontradas cápsulas de fuzil 5.56 e de pistolas.

A passagem de volta do acusado para o Rio de Janeiro também foi rastreada, assim como mensagens encontradas em seu celular indicando que ele havia matado o rival.

João Paulo vai responder por homicídio doloso e fraude processual, já que teria incendiado o carro para dificultar as investigações. Segundo a polícia, o crime foi motivado pela disputa pelo controle do tráfico de drogas na região entre PCC e CV.

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