Polícia

Irmãos mototaxistas que agrediram foliões e chamaram vítimas de 'viados' são presos em Salvador

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Vítima relata sequelas físicas e emocionais após agressão brutal por mototaxistas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 18/03/2026, às 06h33



Dois mototaxistas suspeitos de agredir foliões e proferir ofensas homofóbicas durante o Carnaval de Salvador foram presos nesta terça-feira (17), na capital baiana. Os irmãos, de 28 e 31 anos, eles tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos e são investigados por lesão corporal grave, exercício arbitrário das próprias razões e injúria racial, tipificação que, desde 2019, também abrange crimes de homofobia.

O caso ocorreu no dia 18 de fevereiro, quando as vítimas deixavam a folia e contrataram a dupla para uma corrida até o bairro Cabula VI. Segundo relato, o valor combinado foi de R$ 50 para cada passageiro. Ao chegarem ao destino, um dos foliões informou que o celular estava sem bateria e pediu alguns minutos para subir ao apartamento e realizar o pagamento via Pix.

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De acordo com a vítima, foi nesse momento que os mototaxistas iniciaram as agressões, com socos e chutes, além de insultos homofóbicos. Em determinado momento, um dos suspeitos chegou a ameaçar a vítima com uma pedra, mas foi contido pelo irmão e por um morador que presenciou a cena. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

Dor e trauma

Em entrevista à TV Bahia, uma das vítimas contou que, quase um mês após o ataque, ainda enfrenta consequências físicas e emocionais. O homem relatou que precisou passar por cirurgia no maxilar e segue em recuperação, com limitações severas.

"Estou com a boca travada por conta de elásticos, não posso mexer o maxilar. Para me alimentar, só líquidos, com canudo. Ainda estou muito abalado e aguardando que a justiça seja feita", afirmou.

Ele também relatou dificuldades para retomar a rotina e disse não se sentir preparado para atividades simples do dia a dia, como sair de casa. Além disso, precisa evitar exposição ao sol, esforço físico e movimentos bruscos durante o período de recuperação.

A vítima segue afastada do trabalho desde o ocorrido e enfrenta dificuldades financeiras. Segundo ele, já gastou mais de R$ 700 com exames, medicamentos e deslocamentos, além dos custos contínuos do tratamento. "O trauma é o mais difícil de superar", desabafou.

Após a prisão, os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

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