Polícia
Uma mulher foi presa nesta sexta-feira (28) por suspeita de tentar matar a própria mãe com veneno de rato, mais conhecido como 'chumbinho'. Ela foi capturada na véspera de seu aniversário de 19 anos, no bairro Raul Veiga, na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil do RJ, o crime foi cometido em conjunto com o pai, companheiro da vítima. "As investigações começaram quando a jovem relatou que a mãe estaria internada após ter ingerido um remédio com chumbinho. Ela acusou o pai de ter manipulado o medicamento de uso contínuo da vítima e ainda afirmou ter tomado conhecimento do crime por meio do próprio genitor", disse o órgão.
Ainda segundo a polícia, após serem informados pelo caso, equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) realizaram diligências, ouviram testemunhas, analisaram prontuários e laudos médicos, além de verificar os dispositivos eletrônicos para apurar todos os fatos envolvendo o caso. "O trabalho investigativo da Deam encontrou grandes inconsistências na narrativa da jovem. Os agentes comprovaram que ela não apenas tinha pleno conhecimento do plano, como participou ativamente de todas as etapas", pontuou a PCRJ.
No celular da suspeita, os peritos encontraram pesquisas feitas pela jovem sobre tipos de veneno, efeitos do “chumbinho” e até consequências legais relacionadas à perda de direitos sucessórios por herdeiros envolvidos na morte de familiares. As investigações também apontaram que os dois realizaram um teste prévio com galinhas em um quintal próximo, para confirmar o efeito letal do material. Os animais morreram pouco depois da ingestão.
"A apuração revelou que o crime vinha sendo planejado havia semanas. No dia 12 de outubro, a dupla misturou chumbinho em um cachorro-quente e deram para a vítima. Ela passou mal, foi hospitalizada, recebeu tratamento devido e teve alta. Uma semana depois, em 19 de outubro, eles tentaram novamente, mas desta vez colocaram o veneno dentro da cápsula de um medicamento da vítima. A mulher chegou a ficar internada em uma unidade de saúde de novo", completou o órgão.
As investigações apontaram, também, que uma das motivações seria interesse financeiro, já que a vítima havia contratado uma apólice de seguro, e os dois filhos eram beneficiários. "Ainda segundo apurado, o segundo filho não tinha ciência do crime. A jovem ainda executou tarefas essenciais para viabilizar o crime, realizando transações bancárias, transferências e auxiliando na movimentação financeira do pai. Ficou comprovado que a jovem agiu alinhada ao genitor na intenção de matar a mãe e demonstrou indignação quando o plano não teve êxito'.
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