Polícia

Juiz encontrado carbonizado foi visto comprando galão de combustível horas antes da morte; veja vídeo

Reprodução/Record TV/Redes Sociais
Câmeras de segurança mostram juiz comprando combustível, mas causas da morte ainda são desconhecidas e investigação continua  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Record TV/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2026, às 09h33



O juiz Gustavo de Castro Campos, encontrado carbonizado dentro de um carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, na noite de quarta-feira (8), foi visto comprando um galão de combustível uma hora antes da morte.

Câmeras de segurança instaladas no estabelecimento mostram Gustavo chegando ao posto por volta das 18h40, segurando um galão vazio. Na sequência, ele pede para o frentista encher o recipiente. Depois, paga pelo produto e vai embora.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Ainda não há informações sobre o tipo de combustível comprado pelo juiz, mas peritos sentiram um forte cheiro de gasolina no carro em que a vítima estava.

Nenhuma hipótese é descartada

As imagens foram encontradas após investigadores refazerem os últimos passos de Gustavo e obterem informações sobre o uso do cartão dele.

O caso foi registrado como morte suspeita, mas, segundo o delegado Jorge Mazzi, ainda não é possível antecipar conclusões sobre as causas ou circunstâncias do caso.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha passava pela Estrada de Terra Euclides Dotta por volta das 20h15 quando percebeu o automóvel pegando fogo. A pessoa acionou as autoridades e ainda tentou conter as chamas utilizando uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o carro.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar o incêndio. Após o fogo ser apagado, o corpo de Gustavo foi localizado completamente carbonizado no banco do motorista.

Quem é a vítima

Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na comarca de Mococa/SP e possuía duas especializações.

Antes de ser juiz, exerceu a advocacia durante dez anos e, em 2014, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo.

Em 2022, o magistrado foi alvo de uma acusação de ofensa à honra de um advogado, posteriormente arquivada pelo Órgão Especial do TJ/SP. A informação é do portal Migalhas.

Na ocasião, o juiz questionou o advogado sobre a técnica que estava empregando. O defensor respondeu com críticas à condução dos trabalhos e chegou a sugerir que o magistrado se aposentasse.

Ao analisar o caso, o Órgão Especial do TJ/SP considerou que a acusação não se sustentava, apontando o comportamento provocativo do advogado e reconhecendo que magistrados também podem perder a paciência em situações extremas.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)