Polícia
O juiz Gustavo de Castro Campos, encontrado carbonizado dentro de um carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, na noite de quarta-feira (8), foi visto comprando um galão de combustível uma hora antes da morte.
Câmeras de segurança instaladas no estabelecimento mostram Gustavo chegando ao posto por volta das 18h40, segurando um galão vazio. Na sequência, ele pede para o frentista encher o recipiente. Depois, paga pelo produto e vai embora.
Ainda não há informações sobre o tipo de combustível comprado pelo juiz, mas peritos sentiram um forte cheiro de gasolina no carro em que a vítima estava.
O #CidadeAlerta teve acesso a imagens exclusivas do juiz Gustavo de Castro Campos, encontrado carbonizado dentro do próprio carro, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Às 18h43, o juiz entrou em um posto de combustíveis com um pequeno galão nas mãos e pediu para um frentista enchê-lo. Depois, colocou o recipiente no banco do passageiro, pagou e foi embora. 👉 Assista à íntegra do #CidadeAlerta em https://t.co/SxDOi7fyHp
— Cidade Alerta (@cidadealerta) October 8, 2026
As imagens foram encontradas após investigadores refazerem os últimos passos de Gustavo e obterem informações sobre o uso do cartão dele.
O caso foi registrado como morte suspeita, mas, segundo o delegado Jorge Mazzi, ainda não é possível antecipar conclusões sobre as causas ou circunstâncias do caso.
Segundo a Polícia Militar, uma testemunha passava pela Estrada de Terra Euclides Dotta por volta das 20h15 quando percebeu o automóvel pegando fogo. A pessoa acionou as autoridades e ainda tentou conter as chamas utilizando uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o carro.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar o incêndio. Após o fogo ser apagado, o corpo de Gustavo foi localizado completamente carbonizado no banco do motorista.
Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na comarca de Mococa/SP e possuía duas especializações.
Antes de ser juiz, exerceu a advocacia durante dez anos e, em 2014, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo.
Em 2022, o magistrado foi alvo de uma acusação de ofensa à honra de um advogado, posteriormente arquivada pelo Órgão Especial do TJ/SP. A informação é do portal Migalhas.
Na ocasião, o juiz questionou o advogado sobre a técnica que estava empregando. O defensor respondeu com críticas à condução dos trabalhos e chegou a sugerir que o magistrado se aposentasse.
Ao analisar o caso, o Órgão Especial do TJ/SP considerou que a acusação não se sustentava, apontando o comportamento provocativo do advogado e reconhecendo que magistrados também podem perder a paciência em situações extremas.
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