Polícia
Publicado em 13/01/2025, às 17h36 - Atualizado às 17h36 Andrêzza Moura
A prisão temporária de mais um suspeito de atacar o assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Tremembé, no interior paulista, na sexta-feira (10), foi acatada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, neste domingo (12). O pedido foi feito pela Polícia Civil, no sábado (11). O homem, que não teve o nome revelado e foi reconhecido por uma das vítimas, é considerado foragido.
Ainda no sábado, horas após o crime, que deixou duas pessoas mortas e seis feridas, Antônio Martins dos Santos Filho, 41 anos, o Nero do Piseiro, foi preso em flagrante, após ser apontado por vítimas e testemunhas como sendo o líder do ataque. Em coletiva à imprensa, no mesmo dia, o delegado Marcos Ricardo Parra, da seccional de Taubaté, revelou que, em depoimento, o suspeito contou que foi ao assentamento, no entanto, negou que tenha atirado contra as vítimas.
Na ocasição, os agricultores Valdir do Nascimento, de 52, o Valdizão, e Gleison Barbosa de Carvalho, 28, foram executados. Os corpos deles foram enterrados, no domingo (12). Dos seis feridos, cinco seguem internados.
Durante coletiva, o delegado revelou que o crime foi motivado pela disputa por um lote de terra do assentamento e que trabalha na tentativa de identificar quem foi o mandante do ataque. "A polícia agora busca entender quem tentava negociar com o terreno de uma maneira irregular, impossível legalmente de ser negociado. E essa pessoa, sim, é o mandante intelectual. É o idealizador da violência. Mas aqueles que foram, aqueles que chegaram nos carros, nas motos, e atiraram, como executores que são, responderão pelos crimes de homicídio de uma maneira coletiva", afirmou Parra.
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