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Licitação de R$ 24,8 milhões pode ter motivado execução de delegado em São Paulo

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A Polícia Civil investiga se o assassinato do delegado está relacionado a irregularidades em contrato de videomonitoramento em Praia Grande.  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PC-SP
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/10/2025, às 06h01



A Polícia Civil de São Paulo suspeita que o assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em 15 de setembro, esteja ligado a uma licitação de R$ 24,8 milhões da Prefeitura de Praia Grande. O processo previa a ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi da cidade. Fontes, que era secretário de Administração, teria identificado irregularidades no contrato antes de ser executado.

Segundo o Uol, investigadores apontam que a chance de o crime ter relação com a licitação é “nove em uma escala de zero a dez”. O pregão eletrônico ocorreu em 1º de setembro, apenas duas semanas antes do assassinato. No fim de setembro, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) fez buscas em endereços ligados a servidores municipais.

Entre os alvos estava o então subsecretário de Gestão e Planejamento, Sandro Rogério Pardini, de 60 anos. Em sua casa, os policiais apreenderam R$ 50 mil, US$ 10.030 e 1.135 euros. Após a operação, ele pediu exoneração. Em nota, os advogados de Pardini afirmaram que o cliente “nega qualquer envolvimento” e que está à disposição da Justiça.

Ainda de acordo com a reportagem, outros quatro funcionários da prefeitura também foram investigados, incluindo agentes e diretores de diferentes secretarias. Além disso, sete suspeitos foram apontados por envolvimento direto na execução. Cinco foram presos, dois seguem foragidos e um morreu em confronto no Paraná.

Um dos detidos, Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, seria integrante do PCC. Fontes da investigação lembram que Ruy Ferraz foi um dos primeiros delegados a combater o grupo criminoso e chegou a prender líderes da facção, o que o tornava um alvo histórico do crime organizado.

A Polícia Civil continua apurando se a disputa pelo contrato milionário foi o verdadeiro motivo por trás da morte do delegado.

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