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Luxo: Bens de quadrilha alvo da PF e MPSP são avaliados em R$ 70 milhões; saiba mais

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Grupo era especializado em crimes como roubos, desmanche e lavagem de dinheiro  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PF
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 24/03/2025, às 16h16



A organização criminosa desmantelada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta segunda-feira (24), demonstrava um estilo de vida recheado de ostentação. Seus líderes se entregavam ao luxo, adquirindo carros de alto padrão como Ferraris e Lamborghinis, além de lanchas, jet skis e imóveis de alto padrão. Eles também estavam frequentemente presentes em camarotes VIPs durante shows e grandes eventos.

A quadrilha tinha como foco principal roubos de cargas e caminhões, desmanche, receptação e lavagem de dinheiro, tendo as atividades divididas em três núcleos especializados. Com atuação em diversas regiões do país, embora com sede em São Paulo, o grupo foi alvo de uma série de mandados de prisão, apreensão e sequestro de bens. Estima-se que os bens bloqueados e valores sequestrados somem R$ 70 milhões.

Nesta manhã, 110 policiais federais, juntamente com 100 agentes da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, deram continuidade à Operação Hammare, cumprindo 17 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão. A ação abrangeu São Paulo, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cajamar.

A investigação, iniciada em 2023 após o roubo de uma carga em Cajamar no dia 17 de julho, foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado em Repressão a Crimes de Roubo de Cargas e Caminhões da PF em Campinas. A quadrilha operava de forma altamente especializada, utilizando empresas de peças e manutenção de veículos para realizar a receptação e comercialização de caminhões, motores e peças roubadas, sempre com especificações detalhadas dos modelos de veículos que procuravam.

A operação visou, em particular, a desarticulação do grupo responsável pelos roubos, que, ao longo dos anos, protagonizou uma série de crimes. Entre 2021 e 2024, foram identificados quase 50 roubos de cargas e caminhões. A estratégia de combate à organização incluiu as operações Aboiz (2023) e Cacaria (2024), que já haviam resultado na prisão de responsáveis pelos roubos e de dois receptadores, com provas substanciais de seus envolvimentos.

Classificação Indicativa: Livre

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