Polícia
Luciana Sacramento, mãe da pequena Yasmin, morta após ser atingida por um tiro durante confronto entre facções rivais na noite de quarta-feira (5), em Salvador, fez um forte desabafo. Em entrevista à Record Bahia, a mulher pediu para que o caso não caia no esquecimento.
"Eu quero justiça. E quero paz na favela, paz para a população. Porque sou uma mãe que perdeu sua filha. Até quando outras mães vão chorar por causa de uma bala perdida? A gente precisa de paz em Salvador", disse.
Yasmin Sacramento, de 12 anos, foi alvejada na cabeça no momento em que brincava de bola perto de casa, na Rua Mamorana, em São Caetano. Durante a ação, um homem identificado como Edson Ferreira de Oliveira, de 47 anos, que também morreu, enquanto outro adolescente de 13 anos e um jovem de 18 foram baleados.
De acordo com Luciana, Yasmin era uma criança com deficiência intelecutal e que sonhava apenas em brincar. "Minha filha era tudo pra mim. Uma criança especial, que só queria brincar. Eu não estou comendo, não estou dormindo. Estou sofrendo pela minha filha. Eu perdoo, mas quero justiça. Que a justiça da Terra seja feita, e a do Céu vai se cumprir", desabafou.
Na quinta-feira (6), um dia após o caso, a Polícia Civil deflagrou a Operação COA e ocupou a comunidade de Capelinha de São Caetano para acelerar a elucidação do crime e fortalezer as investigações. De acordo com a corporação, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já possui indicativos sobre os responsáveis pelo atentado
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