Polícia

Mãe de santo é presa por torturar adolescentes com pauladas e queimaduras

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Suspeita usava religião para manipular e torturar vítimas vulneráveis  |   Bnews - Divulgação Reprodução Agência Brasil / Imagem ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/03/2025, às 10h01 - Atualizado às 10h57



Uma mulher foi presa acusada de submeter adolescentes e mulheres a sessões de tortura, usando a religião para ganhar a confiança dos jovens em situação de vulnerabilidade. A suspeita foi identificada como Hayra Vitória Pereira Nunes, 22 anos. Ela foi acusada de cometer atos de extrema violência física e psicológica, além de exploração sexual, em terreiro, no Gama (DF).

A mãe de santo prometia oportunidade de emprego e acolhimento, porém o que as vítimas encontraram foram punições e castigos psicológicos. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF),  a mulher não agia sozinha. A suspeita inicial é de ela atuava através de uma associação criminosa, ou seja, existem indícios de que ela agia em conjunto com outras pessoas para a prática dos crimes.

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Reprodução / Jovem torturado

Em entrevista ao Metrópoles, uma das vítimas detalhou como ela praticava as torturas. “Ela pegou uma concha com brasa e queimou a palma das minhas mãos, depois queimou o topo da minha cabeça. Foi totalmente horrível. Também queimou a minha língua e colocou pimenta em cada lugar machucado. Por fim, pegou uma cachaça e jogou na minha cabeça, o álcool foi escorrendo pelo rosto, pelo meu corpo. Naquele momento eu pensei que ela ia colocar fogo em mim. Depois, ela quebrou a garrafa, perfurou minhas mãos e cortou os meus braços”, disse uma adolescente.

As investigações e o estado físico das vítimas mostram como eram os castigos físicos ordenados por Hayra, incluindo graves queimaduras nas mãos e na língua como forma de punição. 

A polícia também identificou evidências de que a mãe de santo explorava sexualmente as duas, coagindo-as a realizar programas sexuais e retendo os valores obtidos. Na casa havia um local com uma luz vermelha sobre a porta, o que gerou a suspeita da utilização do ambiente para a exploração sexual das vítimas. Além disso, o crime foi comprovado por movimentações financeiros, segundo a reportagem.

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