Polícia

Mar de sangue, casa metralhada e tapete de munições: Fotógrafo faz registros impressionantes de operação na Rocinha

Divulgação / PMERJ
Operação na Rocinha, favela do Rio de Janeiro, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (17) e deixou cenário de destruição  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PMERJ
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 18/12/2024, às 12h40



Nesta terça-feira (17), uma operação coordenada pelo Comando de Operações Especiais (COE) com o apoio do Ministério Público do Rio (MPRJ) foi deflagrada na Rocinha, considerada a maior favela do Brasil. A ação na comunidade da zona sul do Rio de Janeiro contou com a participação de 400 policiais militares, de 11 batalhões, com objetivo de capturar 34 traficantes do Comando Vermelho.

Os alvos da operação são oriundos de outros estados, principalmente do Ceará e de Goiás, para buscar refúgio na comunidade. De acordo com a polícia, além dos mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão foram expedidos também para cumprimento e resultou na localização de 40 tabletes de cocaína, dois revólveres e munição, além de uma estufa utilizada para produção de maconha foi achada na parte alta da comunidade.

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Em meio aos confrontos, dois suspeitos foram baleados e um traficante preso, que não teve a identidade revelada, e um morto identificado como Vítor dos Santos Lima, conhecido como Playboy. Ele seria o principal segurança do traficante John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo, chefe do tráfico na comunidade, e foi encontrado na localidade conhecida como Dioneia, quando teria tentado se render, segundo advogado da família, Alberico Montenegro, mas acabou sendo alvejado.

No entanto, os números acabam não parecendo tão expressivos diante do cenário de destruição deixado no local. Prova disso são os registros feitos pelo fotógrafo Bruno Itan, do projeto Olhar Complexo, que viralizou nas redes sociais horas após o fim da operação por mostrar detalhes impressionantes.

Em um vídeo, por exemplo, que o profissional descreve como "Não é na Síria. É na Rocinha", é possível ver uma grande poça de sangue e praticamente um tapete de munições de diferentes calibres espalhado pelo chão. Em outro registro, um morador recolhe os escombros gerados pela casa completamente metralhada. Algumas publicações ainda mostram também as tropas policiais durante a ação em meio aos moradores.

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