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'Médica só ficava no celular', diz pai de menino morto após receber dose fatal de adrenalina

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Após a primeira dose de adrenalina, menino sofreu seis paradas cardíacas e morreu  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/12/2025, às 08h40



O pai do menino Benício Xavier, de 6 anos, que morreu após receber uma alta dose de adrenalina na veia em um hospital particular de Manaus, relatou que a médica responsável pela prescrição do medicamento "só ficava no celular" e que não deu atenção ao caso da criança.

Segundo Bruno Freitas, ele flagrou a médica Juliana Brasil Santos usando o aparelho diversas vezes durante o atendimento e deixando a sala enquanto mexia no telefone.

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Os pais afirmam que, em nenhum instante, Juliana demonstrou postura ativa no atendimento. Eles relataram que a médica teria sido negligente tanto na enfermaria quanto na emergência. "Ela não sabia conduzir a situação do meu filho", disse a mãe de Benício, Joyce Xavier.

A criança havia sido internada no Hospital Santa Júlia com suspeita de laringite e recebeu a prescrição de três doses de adrenalina intravenosa, algo que os pais estranharam, pois ele sempre usou o medicamento por nebulização. A primeira dose aplicada pela equipe provocou uma reação grave, levando o menino a sofrer seis paradas cardíacas. Ele morreu no domingo (30), por overdose de adrenalina, segundo a Polícia Civil.

O caso é apurado pela Polícia Civil do Amazonas como homicídio doloso qualificado, já que, segundo o delegado Marcelo Martins, há indícios de que a médica agiu com "crueldade", demonstrando "indiferença e desprezo" após ser informada pela equipe sobre a piora do menino.

A defesa da médica nega negligência e alega que Juliana teria solicitado um antídoto para reverter o quadro, o que foi contestado por outro profissional ouvido no inquérito, que afirmou não existir antídoto para o tipo de reação que Benício apresentou. A médica também teria atribuído o erro a uma falha no sistema interno do hospital.

O delegado chegou a pedir a prisão preventiva de Juliana, mas o pedido foi negado pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, que considerou não haver elementos suficientes no momento. A profissional responde em liberdade.

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