Polícia

Médico é preso com pistola durante operação contra rede milionária de tráfico de drogas de luxo na Bahia

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A Operação Iceberg desarticula rede de tráfico que usava redes sociais para vender drogas a consumidores de alto poder aquisitivo  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 27/09/2026, às 16h10



Um médico anestesista de Ilhéus, no Sul baiano, está entre os alvos presos durante a Operação Iceberg, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para desarticular uma suposta rede de tráfico de drogas voltada a consumidores de alto poder aquisitivo. Marcelo Botelho Medauar Reis foi preso em flagrante na última quinta-feira (24)

A ação ainda alcançou investigados em diferentes cidades da Bahia e também em Sergipe. A Polícia Civil identificou mais de R$ 9,6 milhões movimentados em cinco anos, distribuídos em mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e valores dos investigados.

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De acordo com as investigações, o médico foi encontrado com uma pistola municiada e acabou autuado por porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil aponta que o médico aparece na apuração como comprador de entorpecentes e há suspeitas de que ele também tenha atuado na aquisição das drogas para posterior revenda.

A investigação ainda mostra que Marcelo teria movimentado mais de R$ 46 mil em transações financeiras com Erick Castro Gusmão Seixas, apontado como um dos principais alvos da operação. A Operação Iceberg investiga um esquema que utilizava principalmente redes sociais para negociar drogas consideradas de alto valor.

Os pedidos eram feitos por mensagens privadas, os pagamentos ocorriam principalmente via Pix e as entregas eram realizadas de forma discreta. Entre os entorpecentes identificados estão produtos comercializados com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.

Parte das drogas, segundo a investigação, era transportada escondida em potes de cosméticos e enviada por ônibus comerciais, numa tentativa de camuflar o conteúdo.O grupo teria como público médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo.

As diligências ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além de uma medida cumprida no sistema prisional de Aracaju. A investigação continua para esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar outros possíveis integrantes da rede.

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