Polícia

Médico é preso por cobrar R$ 2 mil de paciente do SUS após cirurgia: 'Não conta para ninguém'

Agência Brasil
Família denunciou cobrança ilegal feita pelo médico ortopedista boliviano  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 28/03/2026, às 18h19 - Atualizado às 18h31



Um médico boliviano foi preso na noite de sexta-feira (27) suspeito de cobrar R$ 2 mil para realizar uma cirurgia em um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Universitário de Canoas, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Civil, o ortopedista Pablo Rojas Romero, de 34 anos, teria exigido o pagamento após o procedimento. Em uma ligação, ele cobra o valor da família e pede para que eles "não contem para ninguém".

A denúncia chegou às autoridades por meio de familiares do paciente, que procuraram o setor jurídico do hospital. Segundo a delegada Luciane Bertoletti, o médico chegou a avisar que buscaria o dinheiro na sala de espera após concluir outra cirurgia.

O suspeito foi preso dentro da unidade hospitalar. Durante a abordagem, ele alegou que o valor seria destinado à compra de materiais para o procedimento. A justificativa, no entanto, foi descartada pelas autoridades.

"Era um paciente novo, com uma fratura de quatro semanas. Ele disse que poderia adquirir uma haste melhor, e que o valor cobrado era daquela haste. Mas nenhuma haste foi adquirida. As alegações dele são infundadas, foi utilizado material do SUS. O hospital é 100% SUS, não há cobrança de procedimento, de consulta ou material", disse a delegada.

Em nota, o Hospital Universitário de Canoas reafirmou que a instituição é 100% SUS e não cobra por qualquer tipo de procedimento. 

Pablo Rojas Romero atua na unidade há cinco anos. Em razão disso, a polícia investiga se há outros casos semelhantes.

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