Polícia

Megaoperação contra facção e empresas envolvidas em furto de petróleo atinge estado do Nordeste; saiba detalhes

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A Operação Haras visa prender integrantes de um grupo criminoso que furtava petróleo em diversas regiões do Brasil.  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | PCRJ
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 22/01/2026, às 07h25 - Atualizado às 07h31



Um grupo envolvido em furto de petróleo da empresa Transpetro é alvo da 'Operação Haras do Crime', deflagrada nesta quinta-feira (22), em sete estados do país, incluindo Sergipe, no Nordeste. A ação busca cumprir 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão contra integrantes do bando.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo passou a ser investigado em junho de 2024, quando policiais militares se dirigiram à Fazenda Garcia, espólio do falecido contraventor Waldemir Paes Garcia, em Guapimirim, para verificar a informação de que um grupo com cerca de 15 pessoas armadas estaria furtando petróleo do duto que passa no interior da propriedade. 

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"Ao ingressarem no local, os policiais encontraram dois caminhões-tanque carregados com o combustível fóssil. De acordo com a Transpetro, o prejuízo apurado apenas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões, sobretudo com medidas de reparo e segurança dos dutos", disse a instituição.

Ainda de acordo com o MPRJ, as investigações também apontaram que pelo menos 15 empresas localizadas em diversos estados contribuíram com esquema criminoso, especialmente no contexto da lavagem de dinheiro obtido com o furto de petróleo, sendo utilizadas para a receptação do produto, o transporte e a emissão de notas fiscais fraudulentas.

As ordens judiciais são cumpridas em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Maranhão e Sergipe.

Modus operandi

Por meio de nota divulgada à imprensa, a Polícia Civil do RJ detalhou como era a atuação do grupo. "O modus operandi identificado pela investigação demonstrou a existência de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e, assim, era concretizado o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o insumo era comercializado mediante notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas", informou. 

Ainda segundo a instituição, durante as investigações foram comprovadas tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática.

"Foi identificado que o núcleo operacional da organização criminosa também foi escolhido de forma estratégica. O endereço é situado em uma fazenda no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local, inclusive, pertence a uma família de contraventores, o que demonstrou a dificuldade de fiscalização na localidade", disse a Polícia Civil.

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