Polícia

Megaoperação mira esquema bilionário liderado pelo PCC no setor de combustíveis; R$ 7,6 bilhões foram sonegados

Marcelo Casal Jr / Agência Brasil
Fintechs controladas pelo PCC movimentavam lucros bilionários, ocultando beneficiários e expandindo influência no setor de combustíveis.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Casal Jr / Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 28/08/2025, às 07h15 - Atualizado às 07h20



Uma megaoperação nacional deflagrada, nesta quinta-feira (28), tenta desarticular um esquema bilionário de fraude no setor de combustíveis, comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Cerca de 1.400 agentes de diferentes órgãos cumprem mandados de busca, apreensão e prisão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo as investigações, mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis, fraude fiscal, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e estelionato. As autoridades estimam que o grupo tenha sonegado R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

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Como funcionava o esquema
O PCC utilizava a importação irregular de metanol para adulterar combustíveis em mais de 300 postos identificados no país. O produto chegava ao Brasil pelo Porto de Paranaguá (PR) e era desviado com documentação fraudulenta, sem respeitar normas de segurança, colocando em risco motoristas e o meio ambiente.

Consumidores eram lesados com volumes menores ou combustíveis fora das especificações da ANP, enquanto proprietários de postos vendidos à organização criminosa eram ameaçados caso cobrassem os valores devidos.

Dinheiro movimentado por fintechs
O grupo movimentava os lucros bilionários por fintechs controladas pelo crime organizado, usando contabilidade paralela para ocultar os beneficiários finais. Parte dos recursos foi utilizada na compra de usinas sucroalcooleiras e na expansão do grupo no setor de combustíveis, absorvendo distribuidoras, transportadoras e postos.

Esforço interinstitucional
A operação Carbono Oculto envolve Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda, ANP e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) já iniciou medidas judiciais para bloquear bens e tentar recuperar os R$ 7,6 bilhões sonegados.

Segundo o MP-SP, “o PCC atua como rede de organizações criminosas, inserindo-se na economia formal para garantir efetividade econômica ilícita, especialmente no setor de combustíveis e no sistema financeiro”.

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