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Ministério Público pede soltura de suspeito de feminicídio e defesa da família da vítima contesta

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Fábio Seoane Soalheiro é suspeito de matar a namorada Bruna Martello Carvalho, de 35 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/08/2025, às 08h00



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a revogação da prisão de Fábio Seoane Soalheiro, suspeito de envolvimento na morte de Bruna Martello Carvalho, de 35 anos, ocorrida no início de agosto. A decisão gerou indignação na família da vítima, que entende haver indícios claros de feminicídio.

Na justificativa para o pedido de soltura, o promotor Vitor Petri afirmou que os laudos da necropsia não foram conclusivos e que a determinação da causa da morte ainda depende de exames toxicológicos e anatomopatológicos, cujos resultados não ficaram prontos.

A advogada Cecília Mello, representante da família, divulgou nota ao BNEWS manifestando “profunda indignação” com a posição do MP. Segundo ela, além das provas já colhidas pela polícia, a análise feita pelo órgão sobre o laudo pericial, ainda inconcluso e com exames pendentes, foi “um pequeno recorte totalmente equivocado”.

No documento, a defesa aponta parecer médico elaborado pelo assistente técnico da família, o médico legista Enrico Ferreira Martins de Andrade. Ele concluiu que o conjunto de sinais encontrados no corpo é compatível com asfixia por compressão torácica externa, destacando a presença de “máscara asfíxica de Morestin” (cianose e edema em face e pescoço), hemorragias conjuntivais visíveis, cianose labial, além de edema e congestão em cérebro, pulmões, fígado e alças intestinais.

Ainda segundo a defesa, o uso do termo “indeterminada” no laudo oficial induz a erro, já que o correto seria “a esclarecer”, considerando que ainda faltam diversos exames complementares para a conclusão definitiva.

A advogada sustenta que há elementos suficientes para manter a acusação de feminicídio por asfixia. “Um dado relevante é que Fábio e Bruna mantinham um relacionamento conturbado. No dia 1º de agosto, uma sexta-feira, Bruna enviou mensagens à mãe afirmando que iria romper com ele. Dois dias depois, em 3 de agosto, foi encontrada morta, com diversos ferimentos, um desfecho trágico que reflete, infelizmente, a realidade de muitos relacionamentos abusivos”, afirmou Cecília Mello em nota.

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