Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 26/02/2026, às 18h20
A jovem Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, que tinha sido baleada pelo ex-marido, Diego Sansalone, de 38 anos, em Botucatu, no centro-sul de São Paulo (SP), morreu na noite da última terça-feira (24), após ter ficado internada durante três dias em estado gravíssimo.
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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) confirmou a morte da mulher. De acordo com o g1, ela estava internada desde a noite do último sábado (21), quando o crime aconteceu. Júlia foi enterrada na tarde da última quarta-feira (25), no Cemitério Portal das Cruzes, em Botucatu.
O atual companheiro da vítima, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, também foi baleado e morreu no local do crime, na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde. O homem foi sepultado na última segunda-feira (23), no Cemitério Jardim, em Botucatu.
A polícia apontou que após disparar contra o carro em que estavam as vítimas e duas crianças, sendo uma delas o filho do ex-casal, o suspeito fugiu levando o menino de oito anos. A outra criança, uma menina de sete anos, é filha de Corrêa.
O carro foi atingido por vários tiros. Depois de ser baleado, Sansalone perdeu o controle da direção e bateu contra um poste. Em seguida, ele retirou o filho do veículo e fugiu com a criança. Nenhuma das crianças foi atingida pelos tiros, mas a menina sofreu ferimentos leves após a batida. Ela foi atendida no pronto-socorro e liberada.
Antes do crime acontecer, Sansalone teria discutido com Júlia na porta da escola da criança, na quinta-feira passada (19). Corrêa foi até o local e foi quando aconteceu uma discussão entre os três.
Após o fato, Júlia registrou um boletim de ocorrência e pediu medida protetiva. O pedido foi negado na sexta-feira (20), um dia antes do crime.
Após a fuga, Sansalone foi preso no fim da tarde do último domingo (22), em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho (SP). A polícia relatou que não houve resistência do suspeito e que ele confessou o crime. A criança foi levada para a Polícia Civil pelo avô paterno, também no mesmo domingo.
Antes de ser encontrado, a Polícia Militar esteve na casa de Sansalone, mas não encontrou ninguém. O local estava aberto e com as luzes acesas. A corporação encontrou uma caixa de pistola calibre nove milímetros aberta, com estojos de munição deflagrados. A residência passou por perícia.
Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio contra menores de 14 anos e sequestro. Com a morte de Júlia, o crime de feminicídio passa a ser investigado também. A prisão temporária do suspeito já havia sido solicitada pela Polícia Civil, cumprida no último domingo (22).
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