Polícia

Morte em academia: Câmeras de segurança mostram funcionário manipulando produtos químicos ao lado de piscina

Reprodução/Redes Sociais e Divulgação | Academia C4 Gym
Principal suspeita na morte da professora no último sábado (7) é de que ela tenha sido exposta aos gases de produtos químicos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais e Divulgação | Academia C4 Gym
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 09/02/2026, às 16h05



Câmeras de segurança da academia de natação onde a professora de 27 anos, Juliana Faustino Basseto morreu no último sábado (7), mostram um funcionário do local misturando e manipulando químicos dentro do ambiente da piscina, localizada no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo (SP).

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No registro, existiam alunos que estavam na água e ao lado do funcionário no momento em que o produto era aplicado. De acordo com o g1, as imagens são de uma área aos fundos da piscina. 

A Polícia Civil investiga se a morte da professora Juliana Faustino Bassetto foi causada pela exposição dos gases gerados após a mistura dos produtos na academia. A ocorrência apontou que Juliana morreu após entrar em contato com a água da piscina do local.

O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial afirmou que a principal suspeita foi que a manipulação dos produtos químicos tenha ocorrido dentro do mesmo ambiente onde acontecia a aula. Bento disse que o manobrista é que faz a mistura dos produtos químicos e leva até a piscina. O funcionário suspeito ainda não foi localizado pela investigação.

O caso

No mesmo dia da aplicação do produto, Juliana e o marido participavam de uma aula de natação quando notaram que a água estava com odor e gosto anormais, Após a sessão, os dois passaram mal e avisaram ao professor responsável.

Ambos procuraram atendimento médico no Hospital Santa Helena, em Santo André, na região do ABC paulista. No hospital, a mulher teve o seu quadro agravado e sofreu uma  parada cardíaca. Ela não resistiu e morreu.

A hipótese é que os gases subiram e com o ambiente fechado, as pessoas se asfixiaram. O marido de Juliana percebeu rapidamente e pediu para as pessoas deixarem a piscina. No momento da aula, haviam 14 alunos e o delegado confirmou que cinco pessoas foram vítimas do mal-estar. 

A Subprefeitura da Vila Prudente comunicou que a unidade foi lacrada por irregularidades documentais. Segundo o órgão, a academia não tem licença para funcionar e as vistorias iniciais apontaram que a segurança é precária.

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