Polícia
Publicado em 18/01/2025, às 08h51 - Atualizado às 08h53 Yuri Pastori
Um levantamento realizado pelo Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental da causa na América Latina, revela que o número de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil teve um crescimento de 13,2% no ano passado em comparação com o mesmo período do ano anterior. As informações são do portal G1.
A pesquisa, realizada há 45 anos, leva em consideração notícias veiculadas na imprensa e correspondências enviadas à ONG. São computados homicídios, latrocínios, suicídios e outras causas de mortes.
De acordo com o estudo, o Brasil registrou 291 mortes de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ no ano passado, 34 a mais que em 2023, quando no país foram contabilizados 257 casos. Das 291 vítimas, 165 eram gays, 96 travestis e mulheres transgêneros, 11 lésbicas, 7 bissexuais, 6 homens trans e mais 6 pessoas declaradas heterossexuais foram incluídas no levantamento por terem sido confundidas com integrantes da comunidade ou por terem tentado defender vítimas.
As regiões Nordeste e Sudeste registraram o maior número de mortes com 99, cada uma. Os meios mais utilizados para praticar os crimes foram arma branca (65), arma de fogo (63) e espancamento (32). Os estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso lideram o ranking com os maiores números de casos.
O G1 não teve retorno do Governo do Estado e do Governo Federal até o fechamento da reportagem. De acordo com o GGB, os governos não têm dados específicos de mortes violentas de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.
Ranking completo de mortes violentas nos estados:
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