Polícia

Morto pelas costas: Policial baleado na cabeça dentro de viatura dirigiu para pedir socorro, diz delegado

Reprodução/Agência O Dia
Durante o sepultamento, o delegado Delmir Gouveia expressou indignação pela brutalidade do ataque que vitimou o policial.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Agência O Dia
Camila Sales

por Camila Sales

Publicado em 10/07/2026, às 08h02 - Atualizado às 09h24



Baleado na cabeça na última quarta-feira (8), o inspetor da Polícia Civil Carlos Alberto Freire, de 35 anos, foi cremado no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Durante o cortejo, o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Delmir Gouveia, demonstrou revolta com as circunstâncias da morte do agente. Segundo ele, mesmo após ser baleado, Carlos conseguiu conduzir a viatura e buscar socorro de colegas. 

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"O policial que nós estamos sepultando agora, que dirigia, ainda conseguiu conduzir o veículo por alguns metros, atravessou a Avenida Brasil e foi socorrido por outros policiais que estavam passando, por acaso, e que também foram atacados. Foi um ataque totalmente brutal e covarde. Não houve troca de tiros, não houve nada. Eles foram atacados dentro da viatura", afirmou o delegado.

A viatura usada não possuía identificação clara mas possuía placa oficial que, segundo o relato, os assassinos reconheceram não se tratar de um carro qualquer. “Eles sabiam que era uma viatura da Polícia Civil, que estava apenas no acesso à comunidade, já retornando para a Avenida Brasil, quando os agentes foram atacados pelas costas", completou.

Na cerimônia, ele ainda disse que Carlos tinha apenas dois anos e meio de atuação na corporação, mas já era referência de comprometimento com o trabalho além de ser “querido na unidade e também pelos demais colegas”. 

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Segundo o secretário da Polícia Civil, as investigações em andamento já possibilitaram a identificação de parte dos envolvidos no ataque. Ele assegurou que todos os responsáveis serão capturados dentro dos parâmetros da lei, reforçando o compromisso de que nenhum ataque, ferimento ou morte de um policial civil passará sem punição.

Na sequência, Gouveia direcionou um aviso às comunidades caso ofereçam refúgio aos autores do crime. Ele alertou que membros da mesma facção em outras localidades ou qualquer pessoa que esconda os criminosos também se tornarão alvos das ações da Polícia Civil. Por fim, enfatizou que a corporação entrará em qualquer região que se faça necessária, contando com o suporte da Polícia Militar caso precise.

Morador de Niterói, Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Carlos Alberto deixa esposa e dois filhos.

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