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MP-SP denuncia Reag Investimentos por suspeita de ajudar PCC a lavar dinheiro

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MP-SP investiga Reag e Altinvest por suposta participação em lavagem de dinheiro ligada ao PCC  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/10/2025, às 10h57



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou a Reag Investimentos, uma das maiores administradoras de recursos do país, por suposta participação na estruturação de fundos e empresas usadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a denúncia apresentada pelo Gaeco nasceu da Operação Carbono Oculto, que investigou esquemas que dificultavam a identificação dos verdadeiros donos dos ativos.

De acordo com a denúncia, a Reag, a Altinvest e pessoas ligadas às gestoras teriam intermediado operações financeiras de mais de R$ 50 milhões. As gestoras representavam legalmente fundos e empresas controladas por integrantes do PCC e movimentavam recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal.

Nas investigações, a Reag aparece como administradora de fundos utilizados na compra da Usina Itajobi, em Catanduva (SP). O fundo Mabruk II recebeu recursos de Mohamad Houssein Mourad, conhecido como Primo, apontado como operador financeiro do PCC. Ele está foragido desde a decretação de sua prisão.

A defesa de Mourad negou qualquer envolvimento ilícito. A Reag refuta as acusações e afirma que todas as atividades seguem a legislação vigente. A empresa disse também que seus diretores Walter Martins Ferreira III, Ramon Dantas e Silvano Gersztel atuaram apenas como representantes legais dos fundos.

Ainda segundo as investigações, a Reag e seus sócios também estão ligados à RPN Partners Participações, holding que compartilha endereço com outras sete empresas associadas a Mourad. De acordo com o MP, o compartilhamento de endereços fazia parte de uma estratégia para simular operações e facilitar a lavagem de capitais.

Outra gestora citada é a Altinvest que tem como sócio Rogério Garcia Peres relacionado à Rede Sol Fuel. A gestora negou qualquer associação com o crime organizado e disse que todas as operações de Peres foram legais e declaradas, e que ele colaborou integralmente com as autoridades competentes.

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