Polícia

Mulher é acusada de criar personagem e extorquir empresário; entenda o caso

Reprodução/TV Globo
Mulher é acusada de criar personagem e tirar milhões de empresário em cerca de 10 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Globo

Publicado em 18/03/2025, às 09h32   Maurício Viana



Um esquema que desviou R$ 122 milhões foi descoberto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocorrência, Monique Elias, ex-mulher do fundador da Embelleze, Itamar Serpa Fernandes, teria usado seu computador pessoal para criar uma personagem que falava com o empresário por e-mail.

Monique se apresentava como Jéssica Ferrer, personagem que conseguiu manipular o testamento do empresário e realizar o desvio milionário do patrimônio. O caso foi revelado pela TV Globo no último domingo (16) e para consolidar o golpe, Monique contou com o auxílio de comparsas no crime.

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O casal havia se conhecido em 2012, quando Monique passou a morar com o empresário. Ela levou consigo o filho João, que teve em um relacionamento anterior, e que foi adotado por Itamar. Após dois anos de convivência, Monique engravidou, dando à luz a gêmeos.

A polícia afirma que Monique manipulou Itamar entre 2012 e 2023. Recentemente, ela passou também a contar com a ajuda do filho e de Matheus Palheiras, que era seu marido na época.

Monique, o filho João e Matheus desviavam o dinheiro de Itamar a partir de transferências bancárias, compra e venda de imóveis, alterações em apólices de seguros e fraudes no testamento do empresário. Entre os bens que foram transferidos, então uma casa na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Matheus e Monique começaram a se relacionar em 2020, e ele era beneficiado pelas transferências feitas feitas pelos participantes do esquema. João era usado pela mãe para vigiar o padrasto após a separação.

As investigações apontam que ele tinha acesso direto à conta da vítima, fazendo transferências para beneficiar Monique e Matheus enquanto Itamar estava internado. Movimentações bancárias ocorreram também no dia em que Itamar morreu.

O empresário faleceu em 18 de julho de 2023 após não resistir a uma cirurgia para conter um sangramento no fígado. Os três foram indiciados pelo crime de estelionato, furto mediante fraude e por associação criminosa. Além de também serem investigados por suspeita de lavagem de dinheiro.

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