Polícia

Mulher apontada como elo entre Deolane e PCC recebeu Bolsa Família enquanto empresa da família movimentava milhões

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Apontada como elo entre Deolane e PCC, Elidiane Lopes estava cadastrada no Bolsa Família entre 2013 e 2017  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 23/05/2026, às 16h25



A mulher apontada pelo Ministério Público como um dos elos entre o PCC e a influenciadora Deolane Bezerra teria recebido verba do Bolsa Família. O que chama atenção no caso é que ela também é citada como sócia de uma empresa que movimentou milhões, supostamente para o crime organizado. 

A informação é do portal UOL. Segundo a reportagem, Elidiane Saldanha Lopes Lemos se cadastrou no Bolsa Família em 2013 e recebeu o benefício até 2017. Em 2015, no entanto, ela abriu uma empresa com capital inicial de R$ 150 mil. O marido de Elidiane, Ciro Cesar Lemos, sócio da empresa, também colocou R$ 150 mil no negócio, que tem a razão social Lopes Lemos Transportes e movimentou R$ 20 milhões em quatro anos. 

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Entre 2013 e 2017, Elidiane recebeu entre R$ 140 e R$ 212 mensais do Bolsa Família. Mas em sua conta bancária, que teve o sigilo quebrado, investigadores do Ministério Público de São Paulo apontaram que mais de R$ 1 milhão foi movimentado entre 2015 e 2019.

Nas redes sociais, Elidiane também mostrava uma vida incompatível com o público do Bolsa Família, formado por pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza. Ela postava fotos em viagens para a Europa e para os Estados Unidos. "Bora trabalhar, que nasci linda, e não rica", diz uma das publicações feitas por ela em 2019, no Aeroporto de Miami.

Segundo as investigações, ela e o marido seriam laranjas para Marcos Herbas Camacho (Marcola) e Alejandro Camacho (Gordão), membros do PCC. Eles seriam os verdadeiros donos da empresa e a usavam, suspeita o MP-SP, como forma de lavar dinheiro do tráfico de drogas.

Os investigadores chegaram a Deolane Bezerra após uma troca de mensagens entre o marido de Elidiane e Everton de Souza, apontado como articulador do PCC e articulador financeiro de Marcola. No diálogo, ele orienta Ciro a fazer depósitos nas contas da influenciadora, com uma espécie de balancete mensal. Everton e Deolane foram presos na quinta-feira (21). Já Ciro e Elidiane têm mandados de prisão em aberto desde 2025. Eles seguem foragidos.

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