Polícia

Mulher é morta a facadas por ex-marido na porta de fórum antes de audiência

Divulgação/TJAP
Tribunal de Justiça emitiu uma nota repudiando o crime que aconteceu nesta quarta-feira  |   Bnews - Divulgação Divulgação/TJAP
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 18/03/2026, às 16h36



Uma mulher identificada como Juciele de Souza Moraes, de 35 anos, foi morta com golpes de faca, em via pública, na frenta do Fórum da cidade de Santana, a cerca de 17 quilômetros de Macapá, capital do estado. Ela iria participar de uma audiência de reintegração de posse nesta quarta-feira (18).

De acordo com a Polícia Civil, a vítima, que é mãe de dois filhos, foi assassinada com golpes de arma branca na região do pescoço pelo ex-marido Elquias da Silva Lima, de 38 anos, com quem viveu por cerca de 11 anos e estavam separados há três meses.

A motivação do crime e detalhes sobre o histórico criminal do suspeito estão sendo investigados pela Polícia Civil.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) lamentou o fato e demonstrou profundo pesar pelo crime.  "O Gabinete Militar do TJAP, responsável pela segurança da instituição, informa que a vítima foi atacada em via pública, ao lado do Fórum Santanense. Ela participaria de uma audiência judicial, agendada para às 9h desta quarta-feira (18), em uma ação de reintegração de posse. A audiência não chegou a acontecer. O ex-companheiro, ELQUIAS DA SILVA LIMA, abordou a vítima antes de ela acessar o Fórum da Comarca de Santana", diz a nota do TJAP.

"O TJAP esclarece que o agressor não adentrou as dependências do Fórum de Santana nem passou pela guarnição de segurança na recepção, onde são obrigatórias a identificação e a revista por meio de raio-x, que integram o protocolo de segurança da Justiça do Amapá. Após esfaquear a ex-companheira, o agressor foi preso em flagrante pelos militares que atuam no Fórum de Santana", acrescentou a nota.

"O TJAP repudia, de forma intransigente, qualquer ato de violência que atente contra a vida e a dignidade da mulher. Este crime é uma afronta não apenas à família da vítima, mas a toda a sociedade e às instituições de justiça", concluiu a nota do Tribunal.

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