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Mulher é presa suspeita de transportar fuzil utilizado no assassinato de ex-delegado-geral em SP

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Segundo a polícia, foram encontradas fotos do fuzil utilizado no crime no celular da suspeita  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Globo/Polícia Civil
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 18/09/2025, às 09h20



Uma mulher suspeita de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi presa na madrugada desta quinta-feira (18), em São Paulo. Segundo a polícia, Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, teria transportado um fuzil utilizado no crime.

As investigações apontam que a mulher, que mora em Diadema, na Região Metropolitana, teria viajado para o litoral paulista para buscar um "pacote", que seria entregue a um homem que a recrutou. Dahesly alegou que não sabia que havia um fuzil dentro. 

No celular da suspeita, foram encontradas fotos da arma utilizada na execução de Fontes. Ela possui passagem criminal por tráfico de drogas e seria namorada de um dos envolvidos no caso.

Para a polícia, Dahesly contribuiu para a logística do crime e, por isso, recebeu voz de prisão temporária, válida por 30 dias e renovável por mais 30.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as forças de segurança seguem mobilizadas para identificar e prender todos os envolvidos no crime. Testemunhas e familiares dos dois suspeitos já identificados foram ouvidos. 

O crime

Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros na noite de segunda-feira (15), na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande, litoral de São Paulo, por volta de 18h.

Imagens conseguiram capturar o momento em que o carro do ex-delegado, em tentativa de fuga, colide contra um ônibus e capota. Na sequência, um grupo de homens armados desce de outro veículo e passa a efetuar disparos.

Fontes atuava desde 2023 como secretário de Administração de Praia Grande, no litoral paulista. Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, ele atuou como delegado por mais de 40 anos e chegou a dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

A suspeita é de que a execução tenha sido cometida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), uma vez que Fontes foi um dos principais responsáveis por combater a facção criminosa. 

Consultores da área afirmam que a execução teve "características profissionais", desde a forma como os criminosos desembarcaram do veículo até a realização da "contenção", sugerindo inclusive a participação de agentes públicos no caso.

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