Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 09/10/2025, às 17h42
Aos 36 anos de idade, Ana Paula Veloso Fernandes está presa preventivamente desde o último dia 4 de setembro, suspeita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por matar quatro pessoas com uso de veneno semelhante ao chumbinho.
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O juiz responsável pelo caso, Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, considerou a suspeita como “uma verdadeira serial killer”. De acordo com o Metrópoles, uma das vítimas foi Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto após comer feijoada supostamente envenenada no último abril, em Duque de Caxias (RJ).
A investigação do 1º Departamento de Polícia de Guarulhos relatou que a morte teria sido encomendada pela própria filha de Neil, Michele Paiva da Silva, de 42 anos. Ela foi presa na última terça-feira (7), por envolvimento no crime.
Além do idoso, outras duas mortes atribuídas a Ana Paula ocorreram em Guarulhos e a quarta em São Paulo. O delegado Halisson Leite, responsável por investigar a ligação entre as quatro mortes, também classificou a mulher como uma “serial killer”.
As outras vítimas foram Marcelo Hari Fonseca, morto em janeiro de 2025. Em documentos judiciais, foi constatado que Ana Paula tinha a suposta intenção de ficar, de modo exclusivo, com a residência da vítima. A denúncia relata que Ana envenenou os alimentos de Marcelo. O homem permitiu que a suposta assassina morasse junto com ele.
Maria Aparecida Rodrigues é outra vítima fatal ligada à Ana. Homicídio aconteceu entre 10 e 11 de abril, também em Guarulhos. A acusada teria a suposta intenção de incriminar falsamente a testemunha Diego Sakaguchi, antigo amante de Ana Paula e com relacionamento rompido. Ana Paula também teria envenenado os alimentos de Maria.
A última vítima se chamava Hayder Mhazres. Morto em São Paulo (SP), no último maio, com a intenção de conseguir dinheiro. Ana Paula teria alegado falsamente que estava grávida do homem e, com a recusa do casamento, ela envenenou com o mesmo modus operandi. Após a morte, ela exigiu ser reconhecida como “herdeira” da família da vítima.
A Justiça afirmou que todas as mortes foram qualificadas pelo uso de veneno, por dificultar a defesa das vítimas e utilizar a relação próxima com as vítimas para realizar as práticas.
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