Polícia

Mulher mata marido após sofrer anos de agressões e traições: "Só me defendi"

Foto: Reprodução / Itatiaia / Imagens cedidas PC
Mulher mata marido e afirma ter agido em legítima defesa após sofrer agressões  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / Itatiaia / Imagens cedidas PC
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 28/04/2026, às 23h56



Aviso: Esta matéria contém relatos de violência contra mulher, podendo ser sensível para alguns leitores. Se você ou alguém que conhece está passando por essa situação, ligue para o 180.

Nesta segunda-feira (27), Andréia Alves da Silva, de 46 anos, foi ouvida e liberada pela polícia pela suspeita de ter matado o marido em Ibirité, na Grande BH, no domingo (26).

Em entrevista ao portal Itatiaia, Andréia declarou que pegou uma faca para se defender das agressões do marido. "Ele me socou muito. Estava me batendo muito. Aí eu corri para a cozinha e peguei a faca", revelou.

Com hematomas pelo rosto e corpo, Andréia declarou que sofria com as agressões do companheiro, identificado como Adalberto Ribeiro, de 42 anos, há anos. "Todo final de semana ele me batia. Era só ele beber que ele começava a me bater e me chamar de puta, me chamar de velha", relatou.

A mulher deu detalhes do ocorrido, explicando que a agressão começou no quarto. "Eu arrastando até na sala e corri. E fui pra cozinha. Na hora que eu cheguei na cozinha, ele queria me bater mais. Aí, pra me defender, eu fui lá e peguei a faca", explicou.

A investigada descreveu Adalberto como um "príncipe" no início da relação. No entanto, tudo mudou com o passar do tempo juntos. "Nunca deixe um homem te bater. Nunca. Nós somos guerreiras. Eu fui errada de ter voltado, porque eu tenho meus filhos e eu tenho duas filhas com TEA [Transtorno do Espectro Autista], mas nunca deixam um homem bater em vocês", acrescentou.

"Não era a família dele que estaria chorando. Era a minha que estaria chorando, e meus filhos também. Eu só me defendi", destacou.

A Polícia Civil (PCMG) afirmou que a mulher foi liberada e o caso segue sob investigação. "Ela segue sendo investigada e o inquérito policial segue em tramitação a cargo da Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios em Ibirité", relataram em nota.

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