Polícia
A jornalista Cristiane Sampaio, de 40 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em Brasília, na manhã de segunda-feira (8). Segundo a família, a possível causa da morte é um mal súbito. O corpo não apresentava sinais aparentes de violência, de acordo com as primeiras informações da perícia.
O que aconteceu
Cristiane foi encontrada sem vida em sua residência, no Distrito Federal (DF). A suspeita inicial, informada pelos familiares com base em dados oficiais da perícia, é de que ela tenha sofrido um mal súbito.
Em nota, a família afirmou: “A família informa que, de acordo com informações oficiais da perícia repassadas aos familiares, a possível causa de sua morte é a ocorrência de um mal súbito. Os familiares encontram-se em Brasília, acompanhando os procedimentos necessários para a conclusão da documentação e a liberação do corpo junto ao Instituto Médico Legal (IML)”.
O irmão da jornalista, Davi Silva Sampaio, também confirmou que a hipótese é baseada nas informações preliminares repassadas pela perícia.
Liberação do corpo
Os familiares viajaram até Brasília para acompanhar os trâmites legais. Após a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML), o corpo deve ser encaminhado para Fortaleza, no Ceará, onde será realizado o enterro.
Em outra manifestação, a família agradeceu o apoio recebido: “Neste momento de profunda dor, a família e os amigos agradecem as inúmeras manifestações de solidariedade recebidas de amigos, colegas de profissão, entidades representativas, movimentos sociais e instituições públicas”.
Até o momento, não há informações sobre o velório.
Quem era Cristiane Sampaio
Natural do Ceará, Cristiane morava em Brasília desde 2016. Ela atuava como produtora na TV Câmara, órgão público ligado à Câmara dos Deputados.
Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), construiu carreira em diferentes áreas da comunicação. Antes de se mudar para a capital federal, trabalhou na TV Verdes Mares, afiliada da Globo no estado, e também foi assessora de imprensa do Ministério Público cearense.
Em Brasília, teve passagem pelo site Brasil de Fato, onde atuou como repórter cobrindo o Congresso Nacional por vários anos.
Cristiane costumava se definir como “uma repórter de alma amanteigada e sempre em busca da palavra exata”.
Repercussão e homenagens
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) lamentou a morte da jornalista. Em nota, destacou a atuação dela na entidade, onde foi diretora por duas gestões consecutivas, entre 2019 e 2025.
O sindicato afirmou que Cristiane era “empenhada na luta em defesa da categoria” e ressaltou suas qualidades profissionais e pessoais: “Como jornalista, Cris ostentava as três características fundamentais da nossa profissão: curiosidade, rigor jornalístico e humanidade. Como amiga e sindicalista, ela iluminava os espaços com seu companheirismo, coração grande e seu sorriso acolhedor”.
O Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF também manifestou pesar e destacou a trajetória da comunicadora no jornalismo e nos movimentos sociais.
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