Polícia

O que se sabe sobre a morte do policial após ex trocar taças em jantar e o que falta esclarecer

Arquivo Pessoal
A polícia recolheu taças e amostras de bebidas para análise, enquanto aguarda laudos periciais para determinar a causa da morte  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 13/06/2026, às 15h55



A morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, segue cercada de dúvidas e está sendo investigada pela Polícia Civil. O policial foi encontrado morto na quinta-feira (11), no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A principal linha de investigação é a possibilidade de envenenamento. No entanto, a causa da morte ainda não foi confirmada e depende dos resultados dos exames periciais.

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O que aconteceu antes da morte
De acordo com as informações apuradas pela polícia, José Maria foi até o imóvel da ex-companheira após sair do trabalho. A mulher, uma advogada de 48 anos, possuía uma medida protetiva de urgência em vigor contra o militar.

Durante a madrugada e parte da manhã, os dois permaneceram no apartamento consumindo bebidas alcoólicas e energético. Em determinado momento, a advogada desconfiou que sua taça de vinho poderia ter sido trocada e decidiu substituí-la. Horas depois, o policial começou a passar mal.

Segundo relatos colhidos pelos investigadores, ele apresentava os lábios arroxeados e espuma na boca antes de morrer.

A ex-companheira acionou a Polícia Militar. Quando as equipes chegaram ao local, o óbito foi confirmado.

O que a polícia já fez
As taças utilizadas pelo casal e amostras das bebidas consumidas foram recolhidas para análise da perícia.

A advogada foi levada para prestar esclarecimentos, mas foi liberada após o depoimento.

O caso foi registrado inicialmente como "morte a esclarecer" e passou a ser investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios.

O que ainda falta esclarecer
Os investigadores aguardam os laudos periciais para determinar a causa da morte.

Os exames devem apontar se houve intoxicação e, em caso positivo, qual substância pode ter provocado o óbito.

Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a ocorrência de crime nem divulgou a existência de suspeitos.

Quem era o policial
Conhecido entre os colegas como Silva Júnior, José Maria Alexandre da Silva Júnior integrava o Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar de Pernambuco, unidade responsável por ações de policiamento ostensivo e operações com cavalos.

Nas redes sociais, amigos e colegas lamentaram a morte do militar. César Rodrigues, que trabalhou com o cabo, escreveu: “Nosso irmãozinho se foi, eterno 11 de Ouro, poxa irmão do nada. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Você não sabe a falta que vai fazer irmão”.

Uma amiga também prestou homenagem. “É meu amigo, me custa acreditar que você se foi. Mas só tenho a agradecer por você ter sido meu amigo por 11 anos, sempre leal. Só quem te conheceu sabe a pessoa que você era. Descanse em paz e que Papai do céu conforte sua família”.

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