Polícia
por Bruna Rocha
Publicado em 14/10/2025, às 10h55
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco), afirma que duas gestoras de investimento, Reag Administradora de Recursos e Altinvest, mantêm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação, exposta pelo Estadão, pontua que a suspeita foi revelada pela Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro da facção em empresas e fundos de investimento.
Segundo o MP-SP, as gestoras e seus sócios criaram estruturas empresariais para esconder os verdadeiros donos dos bens ligados ao crime organizado. As investigações apontam que esses fundos foram usados para comprar empresas e movimentar dinheiro ilegal, com uso de bancos Santander e Safra tendo algumas transações que chegam a R$ 50 milhões.
Como apontou o ministério, a Reag teria atuado em negócios com usinas de açúcar e etanol controladas pelo grupo, como a Usina Itajobi, em Catanduva (SP). Além disso, o MP informa que a compra foi feita com recursos de Mohamad Mourad, conhecido como Primo, apontado como principal operador financeiro do PCC e hoje foragido da Justiça. Mourad é acusado de montar uma rede de empresas de fachada usadas para fraudes fiscais e lavagem de dinheiro para a organização criminosa.
Já a Altinvest foi apontada pelo MP-SP devido a um dos seus sócios, Rogério Garcia Peres, que teria participado de empresas ligadas ao grupo de Mourad, incluindo distribuidoras e postos de combustíveis no interior de São Paulo.
Apesar das alegações realizadas pelo Ministério Público de São Paulo, as duas empresas negam qualquer envolvimento com o crime organizado. A Reag pontua que as acusações são “infundadas”e que todas as suas atividades seguem a lei. Em consonância, a Altinvest diz que “repudia qualquer tentativa de associação ao crime organizado” e que tem colaborado com as autoridades.
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