Polícia

"Operação Choque de Ordem": Justiça acata recurso e PMs vão a júri popular; entenda

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Os três PMs que vão a júri popular também ficarão presos após serem determinadas as prisões cautelares deles  |   Bnews - Divulgação Arquivo / PM
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 07/11/2025, às 18h20 - Atualizado às 18h25



Dois anos depois da morte de Kailan Oliveira de Jesus, ocorrida em Jequié em maio de 2023, finalmente os três policiais militares envolvidos no caso serão julgados. Essa situação ocorrerá após o recurso do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ter sido aceito pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJBA). A decisão foi tomada na última quinta-feira (06) e 'corrigiu' a sentença dada pela Vara Criminal de Jequié, que havia absolvido os suspeitos.

Os três policiais militares, portanto, irão a júri popular que ainda não teve uma data e um horário definidos pela Justiça. Na mesma decisão que levou os suspeitos ao júri popular, também indicou outra derrota para os suspeitos. A decisão da 2ª Câmara Criminal do TJBA também determinou a prisão cautelar de Milton Ferraz de Andrade Júnior, Edgar Almeida Gomes e Valdomiro Teixeira Dias.

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No recurso, os promotores de Justiça do MPBA reforçaram que a morte de Kailan ocorreu de uma forma tal que impossibilitou a vítima de se defender. Além disso, no entendimento da acusação, os PMs agiram e por um motivo torpe.

[...] (Foi) praticada por agentes do Estado que abusaram de sua autoridade, forjaram provas e manipularam a cena do crime, apresentando posteriormente uma versão inverídica dos fatos à autoridade policial”, indicaram os promotores.

Os PMs foram detidos pela primeira vez em dezembro de 2024 no sudoeste baiano, durante a ‘Operação Choque de Ordem’. Essa ação investigou o envolvimento dos agentes na morte de Kailan Oliveira de Jesus.

Meses depois os PMs foram presos novamente, dessa vez em março de 2025. Na ocasião, a Justiça havia aceitado um primeiro recurso do MPBA contra decisão de soltura determinada pela Vara Criminal de Jequié.

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