Polícia

Operação da PF mira grupo de gestores de saúde indígena que exigia fotos íntimas de enfermeiras para manter cargos

Divulgação/Polícia Federal
Ao todo, 14 ordens judiciais foram cumpridas em Barra do Garças e Paranatinga, no Mato Grosso, e em Aragarças, no estado de Goiás  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Polícia Federal

Publicado em 18/09/2024, às 20h23   Gabriela Araújo



Policiais federais cumpriram, nesta quarta-feira (18), 14 ordens judiciais nas cidades de Barra do Garças e Paranatinga, no Mato Grosso, e em Aragarças, no estado de Goiás, durante a Operação Kalasiris, que visa desarticular um esquema de assédio contra funcionárias e venda de vagas no órgão que atua na gestão da saúde indígena Xavante. 

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A investigação indicou que gestores e conselheiros indígenas, que contratavam agentes de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante, comercializavam vagas e cobravam falsos valores para manter os cargo de agentes. A PF informou que os suspeitos exigiam que enfermeiras contratadas enviassem fotos íntimas para evitar demissões ou revertê-las.  

"O constrangimento com conotação sexual (chantagem) no ambiente de trabalho da saúde indígena criava um ambiente de trabalho humilhante, tendo feito com que diversas vítimas procurassem a Polícia Federal com medo de retaliações e/ou perseguições", informou a PF. 

Quando as vítimas não se submetiam aos pagamentos e não cumpriam as ordens, viravam alvos de represálias e mudanças de área. Além disso, algumas eram demitidas com base em "avaliações de desempenho negativas”. 

Ainda segundo as investigações, falsos resultados de censos populacionais indígenas foram criados por gestores e conselheiros, com objetivo de solicitar novas vagas para a unidade. Eles alegavam que mais pessoas estavam morando na região. 

Durante a ação, os policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva, duas ordens de suspensão de toda e qualquer função pública e a proibição de contato com as vítimas e testemunhas e 11 mandados de busca e apreensão. 

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