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Operação é deflagrada após sequestro e morte de integrante da organização criminosa; entenda o caso

Divulgação Polícia Civil/ Reprodução Internet
Ivan foi morto durante disputa por poder dentro da própria organização criminosa  |   Bnews - Divulgação Divulgação Polícia Civil/ Reprodução Internet

Publicado em 09/01/2025, às 16h18 - Atualizado às 18h44   Andrêzza Moura



Os agentes da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), da Polícia Civil, envolvidos na Operação Indignos deflagrada, na manhã desta quinta-feira (09), chegaram à organização criminosa após iniciarem uma investigação para apurar o sequestro e morte de um homem identificado como Ivan Freitas de Almeida, em agosto de 2023.  Almeida, que era traficante de drogas e também integrante do grupo, foi capturado no dia 3 de agosto, em Vila de Abrantes, em Camaçari, e encontrado morto, no dia seguinte, na mesma região. Familiares dele chegaram a pagar R$200 mil pelo resgate.

De acordo com o delegado Adailton Adam, titular da DAS, Ivan foi executado pelos próprios parceiros de crime, durante disputa por poder. “Conseguimos, no bojo do inquérito da situação do sequestro seguida de morte do Ivan, entender quem eram os participantes do evento e, nos desdobramentos, conseguimos enxergar essa orcrin e a lavagem de dinheiro do tráfico. Ele [Ivan] foi sequestrado e morto para que a organização pudesse trocar de chefe e eles [comparsas] continuarem com o tráfico de drogas”, revelou Adan.

Ainda segundo o delegado, o grupo criminoso mantinha relação com traficantes de facções do Rio de Janeiro e São Paulo e os policiais militares eram responsáveis pela logística na criação de empresas fantasmas para auxiliar na movimentação de valores. “Tinha restaurantes, empresas de veículos, marmoraria, ferro velho. Eles estavam lavando o dinheiro do tráfico através dessas empresas”, reafirmou o titular, declarando que as investigações terão outros desdobramentos.

A Operação Indignos foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e contou com o apoio de agentes do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), o Departamento de Inteligência Policial (DIP-LAB), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), a Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), a Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPT). Cerca de 200 policiais estiveram envolvidos na ação.

“[A operação] É um desdobramento e cumprimento de diretriz do nosso secretário [de Segurança Pública] [Marcelo] Verner e da nossa delegada-geral [Heloísa Brito] para que essa investigação se desdobrasse acerca da lavagem de dinheiro”, finalizou a delegada-geral adjunta Elaine Nogueira.

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