Polícia
Sete pessoas suspeitas de integrarem um grupo criminoso responsável por fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos foram presas na manhã desta quarta-feira (26), durante a Operação Sinete.
Além das capturas, a ação também apreendeu 12 carros, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos, além do bloqueio autorizado pela justiça de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados. O grupo foi desmantelado após investigações do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) identificarem uma estrutura formada por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública.
"O conjunto probatório aponta para um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo", detalhou a Polícia Civil.
Ainda segundo a instituição, a investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas, o que permitiu reunir elementos suficientes para o deferimento das medidas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.
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