Polícia

Operação mira esquema do CV que movimentou mais de R$ 453 milhões com ajuda de empresas; cerco já soma mais de 10 presos

Ilustrativa | PCRJ
Empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais, segundo a polícia  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | PCRJ
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/05/2026, às 07h52 - Atualizado às 08h01



A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29), uma operação que mira envolvidos em um esquema financeiro do Comando Vermelho (CV) que movimentou mais de R$ 453 milhões.

Segundo a PCRJ, as investigações revelaram  uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.  As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

"Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos", revelou a polícia.

Modus operandi

Durante as investigações, a  Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), responsável por conduzir as diligências, descobriu que o esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico.

"A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores", destacou a PCRJ.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)