Polícia
Publicado em 26/12/2024, às 07h29 Cadastrado por Emilly Giffone
O pai da garota Juliana Leite Rangel, baleada pela pela Polícia Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma abordagem, deu detalhes como tudo aconteceu. Alexandre Rangel de um desabafo comovente e afirmou que seu carro foi alvo de mais de 30 tiros.
Alexandre relatou que antes do ocorrido ele deu seta para os policiais passarem, mas após não ultrapassarem, o desespero começou.
"A gente foi passar o Natal na casa da minha outra filha. Estávamos com a ceia toda no carro. Olhei pelo retrovisor, vi o carro da polícia e até dei seta para eles passarem, mas eles não ultrapassaram. Aí começaram a atirar, e falei para os meus filhos deitarem no assoalho do carro. Eu também me abaixei, sem enxergar nada à frente, e fui tentando encostar", explicou ele.
Em seguida ele contou que quando olhou a filha, ela estava ensanguentada. "O primeiro tiro acertou nela. Quando paramos, pedi para o meu filho descer do carro, então olhei para Juliana: ela estava desacordada, toda ensanguentada, tinha perdido muito sangue. Eles chegaram atirando como se eu fosse um bandido. Foram mais de 30 tiros", relatou o pai da jovem.
O carro estava com os vidros dianteiros abertos e não receberam nenhuma ordem de parada, segundo o relato do pai. "Meu Natal acabou ali. Eles nem me abordaram, só atiraram. Meu dedo está com o osso todo exposto. Se tivessem nos abordado, com certeza teríamos parado. A janela dianteira do carro estava aberta, mas o vidro é escuro. Naquele momento, só pensava que era o nosso fim", disse em depoimento.
Juliana segue internada em estado grave no centro de Terapia Intensiva (CTI), no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. O pai, que só teve o dedo atingido, segue esperançoso pela recuperação da jovem. "Só pedia para não deixarem minha filha morrer. Creio e estou rezando para que ela saia dessa", declarou.
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