Polícia

Pai é preso após permitir abusos contra filha de 12 anos; amigo é apontado como autor dos crimes

Divulgação / Ascom-PCBA
Um homem de 42 anos foi preso por estuprar uma adolescente de 12 anos, em um caso que expõe abusos familiares em Jitaúna, Bahia  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Ascom-PCBA
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 23/04/2026, às 21h18



Um caso de violência extrema registrado em Jitaúna chocou moradores do sudoeste baiano e expôs um cenário de abuso dentro do próprio ambiente familiar. Um homem de 42 anos foi preso preventivamente na última quarta-feira (22), acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos ao longo de 2025.

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De acordo com as investigações da Polícia Civil da Bahia, o suspeito era amigo da família e frequentava a casa da vítima. O que torna o caso ainda mais grave é que os abusos, segundo o inquérito, aconteciam com o conhecimento e a permissão do pai da menina, de 53 anos.

As apurações indicam que o pai não apenas sabia das violências, como autorizava que elas ocorressem dentro da residência. A situação só veio à tona depois que a adolescente conseguiu relatar o que estava vivendo a um familiar, que procurou a delegacia e formalizou a denúncia.

A partir disso, a polícia iniciou as diligências e confirmou a participação dos dois envolvidos. O pai foi preso em janeiro de 2026, enquanto o homem apontado como autor direto dos abusos foi localizado durante a Operação Sentinela, conduzida pela Delegacia Territorial do município.

Ele foi encontrado na sede da cidade e não apresentou resistência no momento da prisão. Ambos seguem custodiados no sistema prisional e estão à disposição do Poder Judiciário.

O caso é investigado como estupro de vulnerável, uma das tipificações mais graves da legislação penal. Nesse tipo de crime, a lei considera irrelevante qualquer forma de consentimento da vítima, já que envolve menores de 14 anos, o que agrava ainda mais a responsabilização dos envolvidos.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil da Bahia, que deve aprofundar a apuração para identificar se houve outros episódios semelhantes ou possíveis vítimas. O inquérito também busca esclarecer todos os detalhes da dinâmica dos crimes e o nível de participação de cada um dos suspeitos.

O caso segue em tramitação na Justiça, e os dois homens permanecem presos preventivamente, à disposição do Judiciário. A expectativa é que, com o avanço do processo, novas informações sejam anexadas ao conjunto de provas já reunido pelas autoridades.

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