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O pastor Marcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à chamada "Máfia do Cigarro". A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, Poncio é investigado por uma suposta ligação com o grupo criminoso liderado pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como um dos principais nomes da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

O religioso foi localizado e preso em um flat na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Além dele, a operação também cumpriu mandados contra Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam presos. Bacellar deverá ser transferido para um presídio federal.
Ao todo, a Justiça autorizou três mandados de prisão, 14 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
O que a PF investiga
De acordo com a Polícia Federal, esta nova etapa da operação busca aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído a Adilsinho, além de investigar possíveis ramificações envolvendo agentes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
As investigações fazem parte de determinações do STF no âmbito da ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas", que determinou à Polícia Federal a realização de investigações sobre organizações criminosas e suas eventuais conexões com agentes públicos.
Operação surgiu após descoberta de planilhas
A 5ª fase da Operação Unha e Carne tem origem na Operação Fumus, realizada em 2021 para investigar um suposto esquema de monopólio do comércio ilegal de cigarros na Região Metropolitana do Rio.
Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu planilhas que, segundo os investigadores, continham registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.
Ainda conforme a PF, esses documentos levantaram suspeitas de possíveis repasses de recursos a agentes políticos fluminenses, ampliando o alcance das investigações.
Operação já teve cinco fases
Deflagrada inicialmente no fim de 2025, a Operação Unha e Carne começou investigando um suposto vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra integrantes do Comando Vermelho.
Ao longo das fases seguintes, a investigação passou a incluir suspeitas envolvendo autoridades públicas, um desembargador federal, parlamentares e empresários, além de supostos esquemas de fraude em contratos públicos e lavagem de dinheiro.
Com a nova etapa, a Polícia Federal concentra esforços para identificar a movimentação financeira atribuída ao grupo investigado e eventuais conexões com integrantes da administração pública.
Até o momento, os investigados não foram condenados, e o caso segue sob apuração da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.
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