Polícia
Preso desde maio de 2021, o mafioso italiano Vincenzo Pasquino confirmou, em depoimento, que a facção PCC (Primeiro Comando da Capital) fechou um acordo com grupos da máfia italiana. O negócio, segundo ele, estabelece que cada uma das partes banque metade da cocaína enviada ao país.
O depoimento faz parte de uma delação de Paquino, obtida e revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo no último sábado (9). Nas declarações, o mafioso descreveu como a facção brasileira entrou no tráfico internacional. Ele teria sido o elo com o PCC nas negociações para criar uma espécie de consórcio com uma das organizações criminosas da Itália, a Ndrangheta.
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"Integrantes da Ndrangheta me pediam para trabalhar com eles. Era eu quem mantinha contato com o PCC", disse. De acordo com ele, o acordo estabelecia que a facção brasileira iria financiar 50% da cocaína que fosse enviada para a Itália pelo porto de Gioia Tauro. Já a venda no país ficaria, segundo Pasquino, sob a responsabilidade de famílias como os Nirtas, de San Luca. A distribuição aconteceria principalmente na Sicília e no norte italiano.
O PCC vendia para a gente a cocaína a 5 mil euros o quilo, que se tornavam 7,5 mil euros no preço de saída [por causa dos custos nos portos]. A parte do PCC na venda na Itália tinha o preço mínimo acordado de 23 mil a 25 mil euros", afirmou.
Condenado a 10 anos de prisão, Pasquino foi preso no Brasil em maio de 2021 e transferido da Penitenciária Federal de Brasília em novembro de 2023, para iniciar o processo de delação. Em março de 2024, ele foi extraditado e cerca de dois meses depois, ele prestou depoimento. Ele justificou a decisão de delatar, afirmando que as pessoas em quem confiava o abandonaram.
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