Polícia
por Sophia Souza
Publicado em 23/09/2026, às 17h19
Nesta quarta-feira (23), o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Márcio Gutiérrez, informou que a estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, teria tirado a própria vida.
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A informação foi dada em coletiva de imprensa sobre a investigação que apura as circunstâncias da morte da jovem, que aconteceu no dia 13 de setembro, em Fortaleza.
A perícia constatou realmente essa precipitação voluntária. Nós temos elementos de informação dentro da investigação que apontam também para este cenário. No entanto, a gente não descarta nenhuma possibilidade [...] Temos a informação técnica que aponta realmente para um suicídio, para uma precipitação voluntária, mas nada é descartado”, afirmou o delegado.
De acordo com a polícia, o namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, está preso preventivamente e pode ser indiciado por três crimes: indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.
Gutierrez ressaltou que, baseado nos depoimentos e nas imagens das câmeras de segurança do condomínio, Isabelle teria ido sozinha para o terraço no 23º andar, de onde teria se jogado.
Quando questionado se havia uma câmera no terraço, também chamado de “rooftop”, do condomínio, o delegado afirmou que não havia nenhum tipo de câmera no local.
Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com João. O caso aconteceu no dia 13 de setembro e passou a ganhar grande repercussão nas redes sociais na última sexta-feira (18), após a mãe da vítima publicar um vídeo cobrando explicações à justiça.
João, namorado de Isabelle, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22), após dificultar as investigações da polícia e não se dispor a prestar depoimentos ou indicar um advogado para representá-lo.
Segundo o delegado, o suspeito teria contratado alguém para limpar o apartamento em que morava com Isabelle e, em seguida, o imóvel foi colocado à venda.
"Então tudo isso realmente corrobora com a postura da Polícia Civil em identificar uma situação não colaborativa, talvez uma possibilidade ali de destruição de provas, de sonegação de provas, e é por isso que a gente representou pela prisão preventiva dele, juntando isso às informações de abuso psicológico, às informações também de que ele não tinha qualquer intenção de colaborar com o esclarecimento dos fatos”, disse o delegado.
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