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PF nas ruas: 19 pessoas são presas e R$ 558 milhões bloqueados em operação que apura domínio armado em serviços de internet

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Com 19 prisões, a operação investiga o monopólio do serviço de internet imposto por criminosos em favela  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PF
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/10/2026, às 09h24 - Atualizado às 09h38



Ao menos 19 pessoas foram presas e R$ 558 milhões foram bloqueados na manhã desta segunda-feira, 19, durante a Operação Backbone, que investiga suspeitos de envolvimento contra domínio armado do serviço de internet no Rio de Janeiro.

Coordenada pela Polícia Federal (PF), a ação tem como objetivo desarticular a estrutura ligada à facção criminosa que, por meio do uso de armas e ameaças, impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.

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Segundo a PF, os criminosos utilizam  empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade. Parte dos mandados de prisão está sendo cumprida no sistema prisional, inclusive em unidade do Sistema Penitenciário Federal.

"Também foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão, entre provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada que eram utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas", disse a PF.

Modus operandi do grupo criminoso

Por meio de nota divulgada para a imprensa, a Polícia Federal revelou que os traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada internet do tráfico. 

"Registros contábeis da própria facção indicam que, em um único mês, a cobrança sobre o serviço de internet respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha. A exploração desse serviço público tornou-se uma das principais atividades lucrativas do crime organizado e fomenta a guerra pelo controle de territórios: cada comunidade dominada representa uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para a facção", detalhou a PF.

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