Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 17/02/2026, às 19h42
O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, suspeito de liderar uma rede de abuso sexual infantil e que foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), admitiu os crimes aos investigadores.
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Lopes foi levado para uma delegacia dentro do aeroporto e passou a ser interrogado no mesmo dia em que foi preso, na segunda-feira (9). De acordo com o Uol, o piloto assumiu que sabia o motivo da sua prisão e confirmou que saiu com crianças e adolescentes após ter sido questionado pela delegada Luciana Peixoto.
Durante a inspeção da sua mala e de dois celulares, Sérgio afirmou “Eu quero responder tudo o que for possível”. Além disso, ele sinalizou para a equipe que armazenava conteúdos de exploração infantojuvenil em um dos Whatsapp’s instalados no aparelho.
O piloto citou a identidade de cada uma das jovens. Aos agentes, ele afirmou que conheceu uma das garotas por meio da avó dela e que tinha se encontrado com uma das vítimas uma semana antes de ter sido preso. Lopes indicou o local dos motéis que apareciam nos registros.
Modus operandi da falsificação das identidades
O homem explicou que usava duas identidades falsas de mulheres mais velhas. Segundo Peixoto, ele sempre pedia para as meninas utilizarem algum acessório para dificultar a visualização pela atendente do estabelecimento e apresentava os documentos fraudulentos.
Lopes pagava R$ 60 por fotos íntimas e, entre R$ 300 e R$ 500 para atos sexuais. Luciana explicou que o piloto usava a desculpa do voo para ir até às casas. Por muitas vezes, ele pegava as jovens em casa ou na escola e cometia os crimes quando ia trabalhar.
Além do mais, o piloto se aproximava das famílias das vítimas oferecendo ajuda. Ele marcava jantares com as avós e mães das meninas e se oferecia para pagar contas pendentes ou dar presentes.
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